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A satisfação no contexto da saúde: o caso dos Técnicos de Análises Clínicas

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Resumo:O presente trabalho empírico centra-se na satisfação no trabalho de uma classe de profissionais muito pouco estudada – os Técnicos de Análises Clínicas, onde se procurou estabelecer uma análise da satisfação destes profissionais com as características da função com base na teoria de Hackman e Oldman. A amostra foi constituída por duas equipas de trabalho de dois laboratórios de Análises Clínicas do Norte de Portugal que diferem entre si quanto ao tipo de gestão – Pública e Privada. Para tal, foram realizadas entrevistas semiestruturadas a 17 Técnicas de Análises Clínicas com o intuito de analisar as perceções destas sobre a sua função e condições de trabalho. Como estratégia complementar, faz-se também uso dos registos em caderno de campo relativos aos momentos internacionais vividos antes, durante e depois das entrevistas. A análise de conteúdo do material qualitativo resultante das entrevistas e do caderno de campo evidenciou que as colaboradoras do Laboratório privado (LL) encontravam-se mais satisfeitas que as colaboradoras do laboratório público (LH) quanto às dimensões do significado da tarefa, identidade da tarefa, autonomia e condições físicas. Encontrou-se ainda uma dimensão de insatisfação nas colaboradoras do LH no que respeita ao desenvolvimento de carreira, pois estas sentem que não é atribuído o devido valor à sua profissão por parte dos seus superiores hierárquicos, tanto no que toca ao reconhecimento do seu trabalho como ao nível de remuneratório. Por conseguinte, de acordo com o pressuposto conclui-se que as colaboradoras do LL possuem menos dimensões de satisfação, o que permite inferir que relativamente às colaboradoras do LH encontram-se mais satisfeitas no trabalho. Espera-se que o presente estudo contribua para o desenvolvimento do conceito de satisfação aplicado a um grupo de profissionais muito pouco estudado e para o reconhecimento da importância dos modelos de gestão para a promoção da satisfação. Espera-se, ainda, que este estudo possa contribuir para o desenvolvimento de políticas de Gestão de Recursos Humanos que visem a promoção da satisfação junto deste grupo de profissionais.
Autores principais:Ferreira, Elsa Maria Silva
Assunto:Satisfação no trabalho Características da função Gestão Job satisfaction Job characteristics Management
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:O presente trabalho empírico centra-se na satisfação no trabalho de uma classe de profissionais muito pouco estudada – os Técnicos de Análises Clínicas, onde se procurou estabelecer uma análise da satisfação destes profissionais com as características da função com base na teoria de Hackman e Oldman. A amostra foi constituída por duas equipas de trabalho de dois laboratórios de Análises Clínicas do Norte de Portugal que diferem entre si quanto ao tipo de gestão – Pública e Privada. Para tal, foram realizadas entrevistas semiestruturadas a 17 Técnicas de Análises Clínicas com o intuito de analisar as perceções destas sobre a sua função e condições de trabalho. Como estratégia complementar, faz-se também uso dos registos em caderno de campo relativos aos momentos internacionais vividos antes, durante e depois das entrevistas. A análise de conteúdo do material qualitativo resultante das entrevistas e do caderno de campo evidenciou que as colaboradoras do Laboratório privado (LL) encontravam-se mais satisfeitas que as colaboradoras do laboratório público (LH) quanto às dimensões do significado da tarefa, identidade da tarefa, autonomia e condições físicas. Encontrou-se ainda uma dimensão de insatisfação nas colaboradoras do LH no que respeita ao desenvolvimento de carreira, pois estas sentem que não é atribuído o devido valor à sua profissão por parte dos seus superiores hierárquicos, tanto no que toca ao reconhecimento do seu trabalho como ao nível de remuneratório. Por conseguinte, de acordo com o pressuposto conclui-se que as colaboradoras do LL possuem menos dimensões de satisfação, o que permite inferir que relativamente às colaboradoras do LH encontram-se mais satisfeitas no trabalho. Espera-se que o presente estudo contribua para o desenvolvimento do conceito de satisfação aplicado a um grupo de profissionais muito pouco estudado e para o reconhecimento da importância dos modelos de gestão para a promoção da satisfação. Espera-se, ainda, que este estudo possa contribuir para o desenvolvimento de políticas de Gestão de Recursos Humanos que visem a promoção da satisfação junto deste grupo de profissionais.