Publicação
Da casa à paisagem. Oportunidades para uma requalificação do património e espaço habitado no Concelho de Paredes
| Resumo: | A presente dissertação propõe-se a reconhecer o património edificado, tendo como mote uma visão alargada, de edifício à paisagem, integrando distintas escalas e âmbitos conceptuais. Somos assim orientados pela abrangência de escala considerada nas recomendações da Convenção de Amsterdão (1915), e mais particularmente na Convenção Europeia de Paisagem (Florença, 2000). Destes documentos advém o âmbito de incidência., abrindo campo a uma leitura integrada do ambiente construído e da atividade humana que nele tem lugar, tendo em atenção o interesse público da paisagem nos campos cultural, económico, ecológico, ambiental e social. Conforme definição da Convenção de Florença: 'Paisagem" designa urna parte do território, tal corno é apreendida pelas populações, cujo carácter resulta da ação e da interação de fatores naturais e/ou humanos. Neste encalce a investigação partiu do inventário de solares, casas agrícolas e quintas do território em análise, o concelho de Paredes, e com particular incidência no acervo construído entre os séculos XVIII e XX, para a partir daí individualizar aspetos identitários das construções e avançar progressivamente na leitura dos espaços, construções e atividades associadas que conformam a paisagem. Nesta ampla leitura foi necessário relacionar diferentes escalas: a escala da casa (o domínio do doméstico), a escala da quinta (o domínio de produção) e a escala da paisagem (o domínio do quadro espacial e humano global). Escalas que permitem elaborar uma leitura estratigráfica da paisagem que, apesar da incidência nos seus aspetos físicos, não deixa de considerar outros subjacentes à ocupação humana como o habitar, socializar e o produzir. Assim, as quintas (incluindo aqui solares e/ou casas burguesas) não podem ser desligadas da sua dimensão produtiva que interfere fortemente na organização do território, sendo um agente ativo na vivência e modelação da paisagem. Por fim, sendo objetivo desta investigação fomentar uma leitura ampla do património, reclama-se o seu lugar na discussão e potenciação de oportunidades que garantam a sustentabilidade da paisagem e dos indivíduos que a habitam. Com esta investigação evita-se um ato de constante perceção do território como superfície a impermeabilizar, ou seja, capaz de suportar uma urbanização extensiva. Um estudo de relações existentes que contraria a leitura abstrata e distante transposta para instrumentos como o PDM e suas considerações. |
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| Autores principais: | Meireles, Maria Francisca Pereira Leite de |
| Assunto: | Património construído Casa agrícola Estratigrafia da paisagem Built heritage Agricultural house Stratigraphic of the landscape |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | A presente dissertação propõe-se a reconhecer o património edificado, tendo como mote uma visão alargada, de edifício à paisagem, integrando distintas escalas e âmbitos conceptuais. Somos assim orientados pela abrangência de escala considerada nas recomendações da Convenção de Amsterdão (1915), e mais particularmente na Convenção Europeia de Paisagem (Florença, 2000). Destes documentos advém o âmbito de incidência., abrindo campo a uma leitura integrada do ambiente construído e da atividade humana que nele tem lugar, tendo em atenção o interesse público da paisagem nos campos cultural, económico, ecológico, ambiental e social. Conforme definição da Convenção de Florença: 'Paisagem" designa urna parte do território, tal corno é apreendida pelas populações, cujo carácter resulta da ação e da interação de fatores naturais e/ou humanos. Neste encalce a investigação partiu do inventário de solares, casas agrícolas e quintas do território em análise, o concelho de Paredes, e com particular incidência no acervo construído entre os séculos XVIII e XX, para a partir daí individualizar aspetos identitários das construções e avançar progressivamente na leitura dos espaços, construções e atividades associadas que conformam a paisagem. Nesta ampla leitura foi necessário relacionar diferentes escalas: a escala da casa (o domínio do doméstico), a escala da quinta (o domínio de produção) e a escala da paisagem (o domínio do quadro espacial e humano global). Escalas que permitem elaborar uma leitura estratigráfica da paisagem que, apesar da incidência nos seus aspetos físicos, não deixa de considerar outros subjacentes à ocupação humana como o habitar, socializar e o produzir. Assim, as quintas (incluindo aqui solares e/ou casas burguesas) não podem ser desligadas da sua dimensão produtiva que interfere fortemente na organização do território, sendo um agente ativo na vivência e modelação da paisagem. Por fim, sendo objetivo desta investigação fomentar uma leitura ampla do património, reclama-se o seu lugar na discussão e potenciação de oportunidades que garantam a sustentabilidade da paisagem e dos indivíduos que a habitam. Com esta investigação evita-se um ato de constante perceção do território como superfície a impermeabilizar, ou seja, capaz de suportar uma urbanização extensiva. Um estudo de relações existentes que contraria a leitura abstrata e distante transposta para instrumentos como o PDM e suas considerações. |
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