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Diferentes respostas de culturas in vitro de Melissa officinalis L. à presença de PEG6000 no meio de cultura

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Resumo:O objectivo deste trabalho é estudar o efeito da diminuição do potencial hídrico em culturas in vitro de Melissa officinalis (cidreira) induzido pela adição de polietilenoglicol (PEG) ao meio. A cidreira é uma planta aromática, da família Lamiaceae, com longa tradição e com variados usos e aplicações devido ao seu óleo essencial rico em aldeídos e alcoóis terpénicos. É hoje micropropagada em larga escala para produção de biomassa vegetativa e óleos. As culturas in vitro foram iniciadas a partir de segmentos nodais e, após cinco semanas, determinaram-se os efeitos do PEG ao nível do crescimento, da actividade fotossintética, do estado hídrico da folha e da composição dos óleos essenciais. Ao nível morfológico surgiram diferenças muito significativas entre o controlo e os restantes tratamentos, sendo essas diferenças mais evidentes ao nível da parte aérea. Apesar de ter ocorrido uma maior profusão de rebentos axilares, o seu desenvolvimento foi muito reduzido e as folhas são mais pequenas apresentando, por vezes, uma pigmentação escura. O fenótipo fotossintético, avaliado por fluorometria de pulso modulado, foi muito alterado pelo tratamento. O rendimento quântico do PSII e a capacidade fotossintética diminuíram significativamente, tendo a eficiência fotossintética máxima sido menos afectada. As plantas crescidas em PEG apresentaram uma maior susceptibilidade à luz: a taxa fotossintética diminuiu mais acentuadamente e para intensidades mais baixas quando comparadas com as plantas controlo. A análise do relaxamento dos ‘quenchings’ não-fotoquímicos após exposição a intensidades luminosas elevadas, revelou que as plantas PEG apresentam menor capacidade de recuperação da fotoinibição. A análise dos óleos essenciais obtidos por hidrodestilação revelou que as culturas desenvolvidas com PEG produzem menos compostos monoterpénicos de baixo tempo de retenção, mantendo, contudo, os dois mais abundantes e característicos da espécie – o neral e o geranial -, produzem, no entanto, novos compostos, essencialmente sesquiterpenóides.
Autores principais:Nunes, Cátia
Outros Autores:Cunha, Ana; Serôdio, João; Rocha, I.; Ferreira, Manuel Fernandes
Assunto:Micropropagação de Melissa officinalis PEG Potencial hídrico Fenótipo fotossintético Óleos essenciais
Ano:2005
País:Portugal
Tipo de documento:póster em conferência
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:O objectivo deste trabalho é estudar o efeito da diminuição do potencial hídrico em culturas in vitro de Melissa officinalis (cidreira) induzido pela adição de polietilenoglicol (PEG) ao meio. A cidreira é uma planta aromática, da família Lamiaceae, com longa tradição e com variados usos e aplicações devido ao seu óleo essencial rico em aldeídos e alcoóis terpénicos. É hoje micropropagada em larga escala para produção de biomassa vegetativa e óleos. As culturas in vitro foram iniciadas a partir de segmentos nodais e, após cinco semanas, determinaram-se os efeitos do PEG ao nível do crescimento, da actividade fotossintética, do estado hídrico da folha e da composição dos óleos essenciais. Ao nível morfológico surgiram diferenças muito significativas entre o controlo e os restantes tratamentos, sendo essas diferenças mais evidentes ao nível da parte aérea. Apesar de ter ocorrido uma maior profusão de rebentos axilares, o seu desenvolvimento foi muito reduzido e as folhas são mais pequenas apresentando, por vezes, uma pigmentação escura. O fenótipo fotossintético, avaliado por fluorometria de pulso modulado, foi muito alterado pelo tratamento. O rendimento quântico do PSII e a capacidade fotossintética diminuíram significativamente, tendo a eficiência fotossintética máxima sido menos afectada. As plantas crescidas em PEG apresentaram uma maior susceptibilidade à luz: a taxa fotossintética diminuiu mais acentuadamente e para intensidades mais baixas quando comparadas com as plantas controlo. A análise do relaxamento dos ‘quenchings’ não-fotoquímicos após exposição a intensidades luminosas elevadas, revelou que as plantas PEG apresentam menor capacidade de recuperação da fotoinibição. A análise dos óleos essenciais obtidos por hidrodestilação revelou que as culturas desenvolvidas com PEG produzem menos compostos monoterpénicos de baixo tempo de retenção, mantendo, contudo, os dois mais abundantes e característicos da espécie – o neral e o geranial -, produzem, no entanto, novos compostos, essencialmente sesquiterpenóides.