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Chamada para a América

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Resumo:Sem descurar o conceito plural de açorianidade(s) e a controversa designação de literatura açoriana, quedar-nos-emos no fenómeno migratório, mais osmótico hodiernamente do que no antanho, e subsequente interculturalidade, à sombra da geocrítica e geopoética. Revisitando a obra de Dias de Melo, Cristóvão de Aguiar, Vasco Pereira da Costa e Onésimo Teotónio Almeida, deparamos com a criação de ‘tipos’ inolvidáveis, passíveis de uma representação plural de duas culturas em movimento. Por um lado, o êxito da aculturação socioeconómica, veiculando quer o dialogismo equilibrado (visível na partilha equânime dos espaços culturais de vivência), quer o conflito assumido, conducente à repulsa pelo lugar de memória, ao repúdio pela língua mátria e à assunção de uma alteridade falaciosa como avatar de uma identidade reprimida; por outro, a temida desterritorialização, tendendo para situações existenciais problemáticas, oscilando entre a urgência de suprir a insuficiência de vida carreada pela insularidade e a sempiterna insatisfação a que preside a nostalgia da Insula. Balizada diacronicamente pelos transportes (do salto ao avião), metonimizada pela variável dimensão dos baús e emblematizada pela inevitabilidade das interferências linguísticas, esta reterritorialização parece firmar a hegemonia da América, contraditada pelo triunfo da Ilha aquando da repatriação, regresso ou retorno, do emigrante/imigrante.
Autores principais:Santos, Maria do Rosário Girão
Assunto:Imaginário Interculturalidade Diálogo Mito Identidade Imaginary Myth Interculturality Identity Dialogue
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:comunicação em conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Sem descurar o conceito plural de açorianidade(s) e a controversa designação de literatura açoriana, quedar-nos-emos no fenómeno migratório, mais osmótico hodiernamente do que no antanho, e subsequente interculturalidade, à sombra da geocrítica e geopoética. Revisitando a obra de Dias de Melo, Cristóvão de Aguiar, Vasco Pereira da Costa e Onésimo Teotónio Almeida, deparamos com a criação de ‘tipos’ inolvidáveis, passíveis de uma representação plural de duas culturas em movimento. Por um lado, o êxito da aculturação socioeconómica, veiculando quer o dialogismo equilibrado (visível na partilha equânime dos espaços culturais de vivência), quer o conflito assumido, conducente à repulsa pelo lugar de memória, ao repúdio pela língua mátria e à assunção de uma alteridade falaciosa como avatar de uma identidade reprimida; por outro, a temida desterritorialização, tendendo para situações existenciais problemáticas, oscilando entre a urgência de suprir a insuficiência de vida carreada pela insularidade e a sempiterna insatisfação a que preside a nostalgia da Insula. Balizada diacronicamente pelos transportes (do salto ao avião), metonimizada pela variável dimensão dos baús e emblematizada pela inevitabilidade das interferências linguísticas, esta reterritorialização parece firmar a hegemonia da América, contraditada pelo triunfo da Ilha aquando da repatriação, regresso ou retorno, do emigrante/imigrante.