Publicação
Mineralizações associadas a shear zone networking na vertente oriental da Serra de Arga (Minho, Portugal)
| Resumo: | Na vertente oriental da Serra de Arga, no Minho, ocorrem diversas zonas de cisalhamento, por vezes polifásico, que focaram fluidos hidrotermais responsáveis por mineralizações auríferas. Algumas das zonas de cisalhamento confluem numa estrutura mestra, configurando um duplex em flor positiva. A análise geométrica e cinemática de unidades litológicas afetadas por shear zone networking permitiu evidenciar a variação das trajetórias e magnitudes do campo de tensões no decorrer da 3ª fase de deformação Varisca, promovendo heterogeneidades na orientação das estruturas. O conjunto de intersecções das estruturas de cisalhamento ou pontos nodais da rede constituem, também, sítios de focagem preferencial ou diluição de mineralizações que preenchem as estruturas que aí convergem. As litologias de falha que se observam nas zonas de cisalhamento são essencialmente brechas de falha e de esmagamento, cataclasitos e, por vezes, milonitos. As mineralizações ocorrem em ganga quartzosa e compreendem tungstatos e sulfuretos de As, Fe, Zn, Cu, Pb e Bi, sulfossais e metais nativos (Bi, Au, Ag). No caso da estrutura em flor (duplex oriental), a mineralização é heterogénea, apresentando menor diversidade em níveis topográficos inferiores. Tornam-se parageneticamente mais complexas a cotas superiores da zona de cisalhamento mestra, onde a divergência de estruturas hospedeiras terá condicionado a mobilidade de fluidos decorrentes de ciclos convectivos sobrepostos. A arsenopirite, utilizada como marcador da deformação verificar fenómenos de deformação progressiva de regime dúctil a frágil. A mineralização aurífera pode ser parcialmente encarada como resultado da evolução deformacional e térmica da arsenopirite nas estruturas de cisalhamento. A análise geométrica, sistemática e detalhada de partículas auríferas permite, também, distinguir estádios cinemáticos sucessivos relacionando-os com a recetividade reológica e deformacional do hospedeiro arsenopirítico em diferentes fases da sua evolução. |
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| Autores principais: | Araújo, Pedro Manuel Mendes |
| Assunto: | Ciências Naturais::Ciências da Terra e do Ambiente |
| Ano: | 2015 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Na vertente oriental da Serra de Arga, no Minho, ocorrem diversas zonas de cisalhamento, por vezes polifásico, que focaram fluidos hidrotermais responsáveis por mineralizações auríferas. Algumas das zonas de cisalhamento confluem numa estrutura mestra, configurando um duplex em flor positiva. A análise geométrica e cinemática de unidades litológicas afetadas por shear zone networking permitiu evidenciar a variação das trajetórias e magnitudes do campo de tensões no decorrer da 3ª fase de deformação Varisca, promovendo heterogeneidades na orientação das estruturas. O conjunto de intersecções das estruturas de cisalhamento ou pontos nodais da rede constituem, também, sítios de focagem preferencial ou diluição de mineralizações que preenchem as estruturas que aí convergem. As litologias de falha que se observam nas zonas de cisalhamento são essencialmente brechas de falha e de esmagamento, cataclasitos e, por vezes, milonitos. As mineralizações ocorrem em ganga quartzosa e compreendem tungstatos e sulfuretos de As, Fe, Zn, Cu, Pb e Bi, sulfossais e metais nativos (Bi, Au, Ag). No caso da estrutura em flor (duplex oriental), a mineralização é heterogénea, apresentando menor diversidade em níveis topográficos inferiores. Tornam-se parageneticamente mais complexas a cotas superiores da zona de cisalhamento mestra, onde a divergência de estruturas hospedeiras terá condicionado a mobilidade de fluidos decorrentes de ciclos convectivos sobrepostos. A arsenopirite, utilizada como marcador da deformação verificar fenómenos de deformação progressiva de regime dúctil a frágil. A mineralização aurífera pode ser parcialmente encarada como resultado da evolução deformacional e térmica da arsenopirite nas estruturas de cisalhamento. A análise geométrica, sistemática e detalhada de partículas auríferas permite, também, distinguir estádios cinemáticos sucessivos relacionando-os com a recetividade reológica e deformacional do hospedeiro arsenopirítico em diferentes fases da sua evolução. |
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