Publicação
Análise da vulnerabilidade a extremos climáticos na Vila de Póvoa de Lanhoso
| Resumo: | As mudanças climáticas decorrentes do aquecimento global têm implicações sobre as comunidades locais. Num curto espaço de tempo, as alterações climáticas passaram para o centro do debate público, como o maior desafio do século XXI. O estudo da vulnerabilidade, enquanto área científica em expansão, converge métodos e técnicas das ciências naturais e sociais, aplicadas nesta investigação à escala local, na Área de Reabilitação Urbana (ARU) da Póvoa de Lanhoso. Em termos gerais, o desígnio desta dissertação prende-se com a análise e avaliação da vulnerabilidade aos extremos térmicos (calor) e hidroclimáticos (inundações, alagamentos), paroxismos recorrentes que afetam as sociedades atuais. A metodologia desenvolvida projeta e adapta a produção científica relativa às componentes da exposição, sensibilidade e capacidade de adaptação, incluindo ao mesmo tempo dados biofísicos e socioeconómicos, numa abordagem sensível às condições locais e dinâmicas existentes, aplicável ao planeamento urbano. A unidade de análise adotada corresponde à subseção estatística, tendo-se recorrido à análise espacial de um conjunto de indicadores que sintetizam cada uma das três componentes da vulnerabilidade. Os resultados obtidos permitem identificar os espaços mais vulneráveis e problemáticos em relação aos referidos extremos, que incidem sobretudo nas áreas mais antigas e centrais da ARU. Além disso, analisaram-se as condições locais de regulação térmica e hidrológica, como forma de identificar as áreas com aptidão para atenuar a vulnerabilidade e os impactes potenciais dos extremos climáticos estudados. Os resultados correspondentes a esta análise apontam o centro urbano consolidado como a área mais problemática da ARU, onde a vulnerabilidade é elevada e as caraterísticas biofísicas e ambientais determinam capacidades reguladoras insuficientes. Relativamente à priorização da intervenção ao nível do planeamento e da reabilitação urbana, com o objetivo de reduzir a vulnerabilidade aos extremos climáticos na ARU, consideraram-se como áreas prioritárias as subseções estatísticas com elevada vulnerabilidade e fraca regulação térmica e/ou hidrológica, sendo que se evidenciaram quatro subseções estatísticas do centro urbano consolidado nesta situação. |
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| Autores principais: | Gonçalves, Filipa Daniela Rodrigues |
| Assunto: | Eventos extremos Calor Inundações fluviais Vulnerabilidade Exposição Sensibilidade Capacidade de adaptação Regulação ARU Extreme events Heat Stream floods Vulnerability Exposure Sensitivity Adaptation capacity Regulation Ciências Sociais::Outras Ciências Sociais |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | As mudanças climáticas decorrentes do aquecimento global têm implicações sobre as comunidades locais. Num curto espaço de tempo, as alterações climáticas passaram para o centro do debate público, como o maior desafio do século XXI. O estudo da vulnerabilidade, enquanto área científica em expansão, converge métodos e técnicas das ciências naturais e sociais, aplicadas nesta investigação à escala local, na Área de Reabilitação Urbana (ARU) da Póvoa de Lanhoso. Em termos gerais, o desígnio desta dissertação prende-se com a análise e avaliação da vulnerabilidade aos extremos térmicos (calor) e hidroclimáticos (inundações, alagamentos), paroxismos recorrentes que afetam as sociedades atuais. A metodologia desenvolvida projeta e adapta a produção científica relativa às componentes da exposição, sensibilidade e capacidade de adaptação, incluindo ao mesmo tempo dados biofísicos e socioeconómicos, numa abordagem sensível às condições locais e dinâmicas existentes, aplicável ao planeamento urbano. A unidade de análise adotada corresponde à subseção estatística, tendo-se recorrido à análise espacial de um conjunto de indicadores que sintetizam cada uma das três componentes da vulnerabilidade. Os resultados obtidos permitem identificar os espaços mais vulneráveis e problemáticos em relação aos referidos extremos, que incidem sobretudo nas áreas mais antigas e centrais da ARU. Além disso, analisaram-se as condições locais de regulação térmica e hidrológica, como forma de identificar as áreas com aptidão para atenuar a vulnerabilidade e os impactes potenciais dos extremos climáticos estudados. Os resultados correspondentes a esta análise apontam o centro urbano consolidado como a área mais problemática da ARU, onde a vulnerabilidade é elevada e as caraterísticas biofísicas e ambientais determinam capacidades reguladoras insuficientes. Relativamente à priorização da intervenção ao nível do planeamento e da reabilitação urbana, com o objetivo de reduzir a vulnerabilidade aos extremos climáticos na ARU, consideraram-se como áreas prioritárias as subseções estatísticas com elevada vulnerabilidade e fraca regulação térmica e/ou hidrológica, sendo que se evidenciaram quatro subseções estatísticas do centro urbano consolidado nesta situação. |
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