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Orientation method for people with cognitive disabilities

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Pessoas com incapacidade (física ou cognitiva) representam uma pequena percentagem da população de um país. No entanto, os custos de saúde inerentes a este grupo de pessoas são habitualmente elevados quando comparados com uma pessoa normal. Assim, é necessário encontrar soluções que ajudem no dia a dia destas pessoas. Aquando do diagnóstico de perdas cognitivas, se tal já não tiver ocorrido, o paciente pode ser impedido de viver sozinho e a presença de um cuidador poderá ser necessária. De forma a diminuir esta invasão de privacidade e permitir uma vida independente do paciente na sua própria casa é necessária adaptar a mesma ao conceito de casa inteligente, a qual permite que o cuidador aceda de forma remota e verifique o estado do utilizador. Porém, a casa inteligente não permite a monitorização do utilizador quando este se encontra no exterior. Assim, de forma a manter-se seguro, este pode tornar-se um prisioneiro da sua própria habitação. Para que a pessoa com perdas cognitiva tenha uma normal interação com a sociedade surge a necessidade de um sistema de orientação adaptável ao exterior e que esteja em conformidade com este grupo de utilizadores. Se se considerarem os dois principais sistemas operativos para dispositivos móveis (i.e., iOS e Android) existe um grande número de aplicações que guiam o utilizador até ao destino pretendido utilizando GPS. Porém, existem muito poucas que sejam adequadas para pessoas com incapacidade. Por outro lado, para além da capacidade de orientação, existe uma outra característica deveras significativa do ponto de vista do cuidador, a capacidade de localização que lhe permite o acesso de forma remota à localização do utilizador final. Esta característica é vital uma vez que os métodos tradicionais de orientação são realmente dispendiosos, levando os cuidadores a acompanhar os pacientes durante as suas deslocações. Desta forma, tanto o tempo como os recursos despendidos durante a aprendizagem são desperdiçados. Vários autores desenvolveram sistemas de orientação adaptados tendo em consideração as características e especificidades do utilizador. A principal preocupação centrava-se na interface do utilizador, uma vez que consideravam que os sistemas disponíveis eram demasiado complexos para serem utilizados por este tipo de indivíduos. O sistema desenvolvido (i.e., CogHelper) tem uma interface adaptada ao utilizador, a qual utiliza realidade aumentada para concretizar o processo de orientação. O sistema possui também a capacidade de localização em tempo real onde o(s) cuidador(es) podem monitorizar o utilizador final. O nosso principal objectivo não recaiu sobre a interface do utilizador, uma vez que esta já tinha sido previamente estudada, mas na forma como a informação era fornecida ao utilizador. Desta forma, o caminho selecionado para guiar o utilizador é adaptado às suas preferências. De forma a prevenir possíveis erros durante o percurso, o sistema calcula possíveis pontos nos quais o utilizador pode tomar uma decisão errada, e alertá-lo de forma a manter-se no caminho correto. Estas características baseiam-se num módulo de pattern mining (para fornecer o caminho adaptado) e numa abordagem de computação especulativa (para antecipar possíveis erros do utilizador).
Autores principais:Ramos, João Ricardo Martins
Assunto:Engenharia e Tecnologia::Engenharia Eletrotécnica, Eletrónica e Informática
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Pessoas com incapacidade (física ou cognitiva) representam uma pequena percentagem da população de um país. No entanto, os custos de saúde inerentes a este grupo de pessoas são habitualmente elevados quando comparados com uma pessoa normal. Assim, é necessário encontrar soluções que ajudem no dia a dia destas pessoas. Aquando do diagnóstico de perdas cognitivas, se tal já não tiver ocorrido, o paciente pode ser impedido de viver sozinho e a presença de um cuidador poderá ser necessária. De forma a diminuir esta invasão de privacidade e permitir uma vida independente do paciente na sua própria casa é necessária adaptar a mesma ao conceito de casa inteligente, a qual permite que o cuidador aceda de forma remota e verifique o estado do utilizador. Porém, a casa inteligente não permite a monitorização do utilizador quando este se encontra no exterior. Assim, de forma a manter-se seguro, este pode tornar-se um prisioneiro da sua própria habitação. Para que a pessoa com perdas cognitiva tenha uma normal interação com a sociedade surge a necessidade de um sistema de orientação adaptável ao exterior e que esteja em conformidade com este grupo de utilizadores. Se se considerarem os dois principais sistemas operativos para dispositivos móveis (i.e., iOS e Android) existe um grande número de aplicações que guiam o utilizador até ao destino pretendido utilizando GPS. Porém, existem muito poucas que sejam adequadas para pessoas com incapacidade. Por outro lado, para além da capacidade de orientação, existe uma outra característica deveras significativa do ponto de vista do cuidador, a capacidade de localização que lhe permite o acesso de forma remota à localização do utilizador final. Esta característica é vital uma vez que os métodos tradicionais de orientação são realmente dispendiosos, levando os cuidadores a acompanhar os pacientes durante as suas deslocações. Desta forma, tanto o tempo como os recursos despendidos durante a aprendizagem são desperdiçados. Vários autores desenvolveram sistemas de orientação adaptados tendo em consideração as características e especificidades do utilizador. A principal preocupação centrava-se na interface do utilizador, uma vez que consideravam que os sistemas disponíveis eram demasiado complexos para serem utilizados por este tipo de indivíduos. O sistema desenvolvido (i.e., CogHelper) tem uma interface adaptada ao utilizador, a qual utiliza realidade aumentada para concretizar o processo de orientação. O sistema possui também a capacidade de localização em tempo real onde o(s) cuidador(es) podem monitorizar o utilizador final. O nosso principal objectivo não recaiu sobre a interface do utilizador, uma vez que esta já tinha sido previamente estudada, mas na forma como a informação era fornecida ao utilizador. Desta forma, o caminho selecionado para guiar o utilizador é adaptado às suas preferências. De forma a prevenir possíveis erros durante o percurso, o sistema calcula possíveis pontos nos quais o utilizador pode tomar uma decisão errada, e alertá-lo de forma a manter-se no caminho correto. Estas características baseiam-se num módulo de pattern mining (para fornecer o caminho adaptado) e numa abordagem de computação especulativa (para antecipar possíveis erros do utilizador).