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Sincretismo instrumental na obra Kotha – Três danças de Shiva (1967) para guitarra percutida, de Giacinto Scelsi

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A ideia de investigar sobre as características da obra Ko-tha do compositor italiano Giacinto Scelsi (1905-1988), para guitarra percutida, surgiu fundamentalmente do facto de esta ser uma composição invulgar no repertório guitarrístico e que, segundo o nosso ponto de vista, tem sido mais bem assimilada pelos percussionistas que pelos guitarristas no seu repertório. Depois de conhecer as inclinações do seu autor, a partitura de “Ko-tha – Três danças de Shiva”, na realidade apenas representa uma espécie de roteiro flexível, que revela uma liberdade de execução ainda inusitada na escrita para guitarra, apesar de ter sido composta há 52 anos, embora a sua versão completa só tenha sido publicada em 1989 (Paris: Salabert). Não conhecemos antecedentes de composições similares para guitarra clássica, com a flexibilidade rítmica de Ko-tha, focada principalmente nas possibilidades percussivas do instrumento. Podemos ver em numerosas composições para guitarra, anteriores e posteriores a Ko-tha, certo uso da percussão, mas como mais um elemento integrado nas obras de autores de diferentes épocas e nacionalidades como Murcia, Turina, Ginastera, Bogdanovic, Kampela, entre outros, mas também em música de âmbito mais generalista. No entanto, nenhuma destas obras parece ser comparável com a composição que estudamos. Ainda, a referência no subtítulo às danças do deus hindu Shiva, a identificação de Scelsi com correntes orientalistas, e o uso da guitarra no estilo de um instrumento de diferente classificação organológica, que podíamos apelidar de sincrético, são elementos que motivam um estudo mais profundo de esta obra por parte dos autores desta comunicação, especialistas em guitarra e em percussão, respetivamente.
Autores principais:Aroso, Nuno
Outros Autores:Barceló, Ricardo
Assunto:Ko-tha Scelsi Guitarra Percussão Sincretismo Transcriação Reinterpretação Guitar Percussion Syncretism Transcreation Humanidades::Artes
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:A ideia de investigar sobre as características da obra Ko-tha do compositor italiano Giacinto Scelsi (1905-1988), para guitarra percutida, surgiu fundamentalmente do facto de esta ser uma composição invulgar no repertório guitarrístico e que, segundo o nosso ponto de vista, tem sido mais bem assimilada pelos percussionistas que pelos guitarristas no seu repertório. Depois de conhecer as inclinações do seu autor, a partitura de “Ko-tha – Três danças de Shiva”, na realidade apenas representa uma espécie de roteiro flexível, que revela uma liberdade de execução ainda inusitada na escrita para guitarra, apesar de ter sido composta há 52 anos, embora a sua versão completa só tenha sido publicada em 1989 (Paris: Salabert). Não conhecemos antecedentes de composições similares para guitarra clássica, com a flexibilidade rítmica de Ko-tha, focada principalmente nas possibilidades percussivas do instrumento. Podemos ver em numerosas composições para guitarra, anteriores e posteriores a Ko-tha, certo uso da percussão, mas como mais um elemento integrado nas obras de autores de diferentes épocas e nacionalidades como Murcia, Turina, Ginastera, Bogdanovic, Kampela, entre outros, mas também em música de âmbito mais generalista. No entanto, nenhuma destas obras parece ser comparável com a composição que estudamos. Ainda, a referência no subtítulo às danças do deus hindu Shiva, a identificação de Scelsi com correntes orientalistas, e o uso da guitarra no estilo de um instrumento de diferente classificação organológica, que podíamos apelidar de sincrético, são elementos que motivam um estudo mais profundo de esta obra por parte dos autores desta comunicação, especialistas em guitarra e em percussão, respetivamente.