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El tiempo que no cesa: la erosión de la frontera carcelaria

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O tempo no cárcere não é de uma espécie diferente do que transcorre no mundo livre, mas salienta-se aí de um outro modo. Quando uma sentença se exprime em meses ou em anos de privação de liberdade, o tempo é mais do que um aspecto da vida de reclusão. Confunde-se com ela e figura em coincidência com os processos que nele têm lugar. Mas se o tempo tem aqui uma tal saliência, ele vem por seu turno tornar mais salientes as lógicas da experiência carcerária. Examinar o modo como ele é vivido e representado na prisão constitui assim uma via fundamental para compreender a própria reclusão. A partir de dois períodos de trabalho de campo numa instituição prisional feminina portuguesa proponho-me mostrar como uma transformação na relação com o tempo veio evidenciar uma profunda mutação na natureza da prisão contemporânea.
Autores principais:Cunha, Manuela Ivone P. da
Assunto:Tempo Prisão Tiempo Cárcel
Ano:2004
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:espanhol
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:O tempo no cárcere não é de uma espécie diferente do que transcorre no mundo livre, mas salienta-se aí de um outro modo. Quando uma sentença se exprime em meses ou em anos de privação de liberdade, o tempo é mais do que um aspecto da vida de reclusão. Confunde-se com ela e figura em coincidência com os processos que nele têm lugar. Mas se o tempo tem aqui uma tal saliência, ele vem por seu turno tornar mais salientes as lógicas da experiência carcerária. Examinar o modo como ele é vivido e representado na prisão constitui assim uma via fundamental para compreender a própria reclusão. A partir de dois períodos de trabalho de campo numa instituição prisional feminina portuguesa proponho-me mostrar como uma transformação na relação com o tempo veio evidenciar uma profunda mutação na natureza da prisão contemporânea.