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João de Guimarães Golias, o homem e o diplomata (1599-1653)

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Detalhes bibliográficos
Resumo:João de Guimarães (1599-1653) foi um notável agente diplomático de D. João IV. Com uma formação em Leis, o seu percurso levou-o a desempenhar funções de relevo no quadro da política externa da Restauração. Enviado para Estocolmo, na qualidade de secretário, na 2.ª embaixada portuguesa à Suécia, aí irá permanecer, durante alguns anos, como residente. Mais tarde, irá deslocar-se a Inglaterra, na qualidade de enviado, tendo sido recebido no Parlamento Inglês. Homem consciente e cristão, de uma importante família vimaranense, onde nasceu, as suas ligações e interesses incluíam importantes instituições da vila, como era o caso da Colegiada de Nossa Senhora da Oliveira. Reconhecido por alguns como o impulsionador do comércio entre Suécia e Portugal, este homem terá privado com a Rainha Cristina, herdeira de um dos tronos mais importantes na Europa do século XVII. O que escreveu sobre o que viu e sobre os negócios diplomáticos de que tratou são uma importante fonte para observar a política, a economia e até a cultura seiscentista de ambos os espaços europeus, Portugal e Suécia. Menos bafejado pela sorte em Inglaterra, foi obrigado a abandonar o país, à época governado pelo general Oliver Cromwell. As vicissitudes das negociações diplomáticas e a sua vida atribulada terão deixado a sua marca em João de Guimarães, o qual, pouco depois de ter regressado, faleceu, na cidade de Lisboa, em 1653.
Autores principais:Lima, Rafael Marques de
Assunto:Humanidades::História e Arqueologia
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:João de Guimarães (1599-1653) foi um notável agente diplomático de D. João IV. Com uma formação em Leis, o seu percurso levou-o a desempenhar funções de relevo no quadro da política externa da Restauração. Enviado para Estocolmo, na qualidade de secretário, na 2.ª embaixada portuguesa à Suécia, aí irá permanecer, durante alguns anos, como residente. Mais tarde, irá deslocar-se a Inglaterra, na qualidade de enviado, tendo sido recebido no Parlamento Inglês. Homem consciente e cristão, de uma importante família vimaranense, onde nasceu, as suas ligações e interesses incluíam importantes instituições da vila, como era o caso da Colegiada de Nossa Senhora da Oliveira. Reconhecido por alguns como o impulsionador do comércio entre Suécia e Portugal, este homem terá privado com a Rainha Cristina, herdeira de um dos tronos mais importantes na Europa do século XVII. O que escreveu sobre o que viu e sobre os negócios diplomáticos de que tratou são uma importante fonte para observar a política, a economia e até a cultura seiscentista de ambos os espaços europeus, Portugal e Suécia. Menos bafejado pela sorte em Inglaterra, foi obrigado a abandonar o país, à época governado pelo general Oliver Cromwell. As vicissitudes das negociações diplomáticas e a sua vida atribulada terão deixado a sua marca em João de Guimarães, o qual, pouco depois de ter regressado, faleceu, na cidade de Lisboa, em 1653.