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A primeira república portuguesa: construção de narrativa histórica por estudantes do 9º ano de escolaridade

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Sendo a narrativa histórica um dos conceitos metahistóricos que integra aquilo que é defendido pela Educação histórica, é importante desenvolver, nos estudantes, competências que permitam que as suas ideias acerca deste conceito metahistórico progridam, depois de realizadas tarefas com esse objetivo. Para além disso, é importante que os estudantes compreendam os diferentes aspetos que são necessários conjugar para que se possa falar em narrativa histórica. Nesse sentido, ganha relevância a recolha das ideias prévias dos estudantes, de forma a estas poderem ser desafiadas e poder haver uma progressão nas ideias finais dos estudantes. Neste caso concreto, a narrativa histórica foi desenvolvida associada à temática da Primeira República portuguesa como tema substantivo. Nesse sentido, foram desenvolvidas tarefas com os estudantes que tiveram sempre o objetivo de colocá-los a trabalhar com fontes históricas, de forma que estes pudessem construir o seu próprio conhecimento. Para além disso, as tarefas foram desenvolvidas com o objetivo de os estudantes desenvolverem as suas ideias acerca do conceito metahistórico de narrativa histórica e refletirem sobre como esse processo decorreu, ou seja, a metacognição. O objetivo principal deste estudo qualitativo, descritivo e interpretativo era o de compreender de que forma os estudantes de uma turma do 9º ano de escolaridade construíam uma narrativa histórica. Este estudo foi realizado numa turma com 20 estudantes, com idades compreendidas entre os 14 e os 15 anos de idade. Comparando as ideias iniciais dos estudantes com as ideias finais, é possível observar que houve um aumento no número de estudantes que foi capaz de construir uma narrativa histórica mais sofisticada. Os estudantes conseguiram, ainda, justificar a escolha de determinados aspetos em relação a outros. Houve, também, um aumento no número de estudantes que foi capaz de comprovar as afirmações que fez, com base em fontes históricas, relativamente ao número de estudantes que o fez aquando da recolha das ideias prévias.
Autores principais:Machado, João Carlos Lobo
Assunto:Caricaturas Educação histórica Narrativa histórica Primeira República República Caricatures First republic Historical education Historical narrative Republic Ciências Sociais::Ciências da Educação
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Sendo a narrativa histórica um dos conceitos metahistóricos que integra aquilo que é defendido pela Educação histórica, é importante desenvolver, nos estudantes, competências que permitam que as suas ideias acerca deste conceito metahistórico progridam, depois de realizadas tarefas com esse objetivo. Para além disso, é importante que os estudantes compreendam os diferentes aspetos que são necessários conjugar para que se possa falar em narrativa histórica. Nesse sentido, ganha relevância a recolha das ideias prévias dos estudantes, de forma a estas poderem ser desafiadas e poder haver uma progressão nas ideias finais dos estudantes. Neste caso concreto, a narrativa histórica foi desenvolvida associada à temática da Primeira República portuguesa como tema substantivo. Nesse sentido, foram desenvolvidas tarefas com os estudantes que tiveram sempre o objetivo de colocá-los a trabalhar com fontes históricas, de forma que estes pudessem construir o seu próprio conhecimento. Para além disso, as tarefas foram desenvolvidas com o objetivo de os estudantes desenvolverem as suas ideias acerca do conceito metahistórico de narrativa histórica e refletirem sobre como esse processo decorreu, ou seja, a metacognição. O objetivo principal deste estudo qualitativo, descritivo e interpretativo era o de compreender de que forma os estudantes de uma turma do 9º ano de escolaridade construíam uma narrativa histórica. Este estudo foi realizado numa turma com 20 estudantes, com idades compreendidas entre os 14 e os 15 anos de idade. Comparando as ideias iniciais dos estudantes com as ideias finais, é possível observar que houve um aumento no número de estudantes que foi capaz de construir uma narrativa histórica mais sofisticada. Os estudantes conseguiram, ainda, justificar a escolha de determinados aspetos em relação a outros. Houve, também, um aumento no número de estudantes que foi capaz de comprovar as afirmações que fez, com base em fontes históricas, relativamente ao número de estudantes que o fez aquando da recolha das ideias prévias.