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Exposição adversa, psicopatologia e coping em bombeiros: um estudo comparativo entre sexos

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Resumo:Os bombeiros constituem um grupo de risco dado estarem continuamente expostos a acontecimentos potencialmente traumáticos. Homens e mulheres percecionam acontecimentos adversos de diferentes formas, contudo, a literatura é escassa acerca de diferenças entre sexos nos bombeiros. O facto de as mulheres representarem uma minoria nesta ocupação pode ser particularmente desafiante para este grupo. Este estudo teve como objetivo caracterizar e comparar o relato de ambos os sexos relativamente à exposição a acontecimentos potencialmente traumáticos (frequência e grau de perturbação), sintomas de Perturbação de Stress Pós-Traumático (PSPT), psicopatologia e estratégias de coping. Participaram 664 bombeiros (414 homens e 250 mulheres), pertencentes a Corpos de Bombeiros de 18 distritos de Portugal Continental. Os resultados mostraram ausência de diferenças significativas na frequência geral de exposição e nos sintomas de PSPT. Porém, as mulheres classificaram a maioria dos acontecimentos como mais perturbadores e relataram mais sintomas psicopatológicos. Observaram-se diferenças significativas no coping de evitamento, com o sexo feminino a recorrer mais frequentemente a este tipo de estratégia. Tendo em conta os resultados obtidos para o sexo feminino, observou-se que este é de facto um grupo de risco nos bombeiros, ressaltando a necessidade de se desenvolverem formações e intervenções adaptadas às especificidades de cada sexo.
Autores principais:Mesquita, Filipa Isabel Nunes
Assunto:Bombeiros Diferenças entre sexos Exposição adversa Psicopatologia Coping Firefighters Gender differences Adverse exposure Psychopathology
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Os bombeiros constituem um grupo de risco dado estarem continuamente expostos a acontecimentos potencialmente traumáticos. Homens e mulheres percecionam acontecimentos adversos de diferentes formas, contudo, a literatura é escassa acerca de diferenças entre sexos nos bombeiros. O facto de as mulheres representarem uma minoria nesta ocupação pode ser particularmente desafiante para este grupo. Este estudo teve como objetivo caracterizar e comparar o relato de ambos os sexos relativamente à exposição a acontecimentos potencialmente traumáticos (frequência e grau de perturbação), sintomas de Perturbação de Stress Pós-Traumático (PSPT), psicopatologia e estratégias de coping. Participaram 664 bombeiros (414 homens e 250 mulheres), pertencentes a Corpos de Bombeiros de 18 distritos de Portugal Continental. Os resultados mostraram ausência de diferenças significativas na frequência geral de exposição e nos sintomas de PSPT. Porém, as mulheres classificaram a maioria dos acontecimentos como mais perturbadores e relataram mais sintomas psicopatológicos. Observaram-se diferenças significativas no coping de evitamento, com o sexo feminino a recorrer mais frequentemente a este tipo de estratégia. Tendo em conta os resultados obtidos para o sexo feminino, observou-se que este é de facto um grupo de risco nos bombeiros, ressaltando a necessidade de se desenvolverem formações e intervenções adaptadas às especificidades de cada sexo.