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O que aconteceu às populações do Bronze Final do Noroeste de Portugal, no segundo quartel do I milénio AC, e quando começou, afinal, a Idade do Ferro?

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Resumo:No seguimento de um artigo escrito para as Actas do II Coloquio de Arqueología en la Cueuca del Navia. La Génesis del Habitat Fortificado en el Norte Peninsular: los Castras en el Trânsito de la Edad del Broncee la Edad del Hierro, intitulado EI Bronce Final y la primera Edad dei Hierro en el noroeste de Portugal, abordámos essencialmente o tema da Transição Bronze/Ferro tentando, com base em sete casos de escudo, individualizar esta fase em termos cronológico-culturais. Defendemos, então, que os seus principais protagonistas foram as populações oriundas do Bronze Final que, num processo de mudança cm continuidade, se foram, lenta e paulatinamente, transformando, embora com assimetrias regionais. Como factores de mudança apontámos a profunda interligação entre factores internos e externos, principalmente nas regiões do litoral e a pressão exercida pelas populações litorais no interior, o que teria resultado em diferente s processos de resposta. Assumimos, na altura, que a partir do séc. IV a.C. parecia ter-se verificado uma aceleração da mudança com inovações que parecem justificar o início de uma nova etapa - o Ferro Inicial sem, no entanto, termos desenvolvido este assunto. Ora é precisamente esta problemática que se privilegia neste trabalho, ou seja, o início do Ferro Inicial, as suas principais alterações e permanências, assim como a origem dos seus actores sociais. Partindo desta análise colocamos a hipótese de trabalho de que o Ferro Inicial, no noroeste português, poderá resultar de um complexo processo de factores endógenos e exógenos, nos quais se admite, pelo menos, para algumas áreas mais litorais pequenas deslocações populacionais de origem meridional. Tal poderá, talvez, justificar, as profundas assimetrias que o registo arqueológico começa a acusar à medida que se vão conhecendo melhor povoados da Idade do Ferro Inicial de áreas mais interiores.
Autores principais:Bettencourt, Ana M. S.
Assunto:Noroeste de Portugal Transição Bronze/Ferro e Ferro Inicial Actores sociais
Ano:2004
País:Portugal
Tipo de documento:comunicação em conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:No seguimento de um artigo escrito para as Actas do II Coloquio de Arqueología en la Cueuca del Navia. La Génesis del Habitat Fortificado en el Norte Peninsular: los Castras en el Trânsito de la Edad del Broncee la Edad del Hierro, intitulado EI Bronce Final y la primera Edad dei Hierro en el noroeste de Portugal, abordámos essencialmente o tema da Transição Bronze/Ferro tentando, com base em sete casos de escudo, individualizar esta fase em termos cronológico-culturais. Defendemos, então, que os seus principais protagonistas foram as populações oriundas do Bronze Final que, num processo de mudança cm continuidade, se foram, lenta e paulatinamente, transformando, embora com assimetrias regionais. Como factores de mudança apontámos a profunda interligação entre factores internos e externos, principalmente nas regiões do litoral e a pressão exercida pelas populações litorais no interior, o que teria resultado em diferente s processos de resposta. Assumimos, na altura, que a partir do séc. IV a.C. parecia ter-se verificado uma aceleração da mudança com inovações que parecem justificar o início de uma nova etapa - o Ferro Inicial sem, no entanto, termos desenvolvido este assunto. Ora é precisamente esta problemática que se privilegia neste trabalho, ou seja, o início do Ferro Inicial, as suas principais alterações e permanências, assim como a origem dos seus actores sociais. Partindo desta análise colocamos a hipótese de trabalho de que o Ferro Inicial, no noroeste português, poderá resultar de um complexo processo de factores endógenos e exógenos, nos quais se admite, pelo menos, para algumas áreas mais litorais pequenas deslocações populacionais de origem meridional. Tal poderá, talvez, justificar, as profundas assimetrias que o registo arqueológico começa a acusar à medida que se vão conhecendo melhor povoados da Idade do Ferro Inicial de áreas mais interiores.