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Mais importante que a verdade: o valor argumentativo dos provérbios

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Os provérbios são, habitualmente, vistos e definidos como a expressão popular de verdades aprendidas pelas experiências de vida de uma comunidade linguística. Aparecem, geralmente, utilizados em discursos fortemente argumentativos em que o provérbio funciona como um postulado inquestionável cuja veracidade foi autenticada pelas vivências das anteriores gerações. A força argumentativa da utilização de um provérbio e a sua faceta de postulado assentam, precisamente, no facto de ele ser tomado como uma verdade assumidamente comprovada pela experiência e por isso a não necessitar de demonstração. No entanto, paradoxalmente, a utilização de um provérbio resiste ao facto de ele ser questionável, de haver outro que defenda o seu contrário e continua a resistir mesmo quando ele se torna, em certos casos, não transparente, deixando de ter o valor semântico que tivera na origem e que justificava a sua utilização. Através de exemplos de provérbios portugueses e da sua alteração histórica, procurar-se-á demonstrar como o provérbio possui uma força argumentativa que consegue ultrapassar dificuldades inultrapassáveis na argumentação tradicional.
Autores principais:Teixeira, José
Assunto:Argumentação História da língua portuguesa Provérbios Significado linguístico Argumentation Portuguese language history Proverbs Linguistic meaning
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:comunicação em conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Os provérbios são, habitualmente, vistos e definidos como a expressão popular de verdades aprendidas pelas experiências de vida de uma comunidade linguística. Aparecem, geralmente, utilizados em discursos fortemente argumentativos em que o provérbio funciona como um postulado inquestionável cuja veracidade foi autenticada pelas vivências das anteriores gerações. A força argumentativa da utilização de um provérbio e a sua faceta de postulado assentam, precisamente, no facto de ele ser tomado como uma verdade assumidamente comprovada pela experiência e por isso a não necessitar de demonstração. No entanto, paradoxalmente, a utilização de um provérbio resiste ao facto de ele ser questionável, de haver outro que defenda o seu contrário e continua a resistir mesmo quando ele se torna, em certos casos, não transparente, deixando de ter o valor semântico que tivera na origem e que justificava a sua utilização. Através de exemplos de provérbios portugueses e da sua alteração histórica, procurar-se-á demonstrar como o provérbio possui uma força argumentativa que consegue ultrapassar dificuldades inultrapassáveis na argumentação tradicional.