Publicação
Educar para a sexualidade saudável : quem e que contributos?
| Resumo: | Abordar a sexualidade parece ser uma das mais difíceis tarefas para os agentes educativos. Os professores manifestam obstáculos ancorados nas suas concepções. O objectivo geral do presente trabalho foi identificar concepções dos professores de 1º Ciclo do Ensino Básico sobre o contributo da educação sexual e sobre os intervenientes neste processo. A metodologia adoptada incluiu uma abordagem dialógica recolhendo-se dados por meio de questionário (n=486), de debate (n=4) e de grupos de foco (n=19). A amostra foi de conveniência. As variáveis dependentes consideradas foram: a) participação de intervenientes em educação sexual (PIES); e b) contributo da educação sexual para a promoção da saúde futura das actuais crianças (CESPS). Factores que se associaram às concepções dos professores sobre estes aspectos foram o sexo, a idade, a formação, a habilitação académica, a área de trabalho e a prática religiosa. Os resultados do questionário sugerem que os professores consideram que: a educação sexual contribui essencialmente para facilitar o diálogo dos educandos com os pais, para o seu auto-conhecimento e para o aumento dos seus conhecimentos sobre sexualidade; os principais intervenientes devem ser os pais, seguidos dos médicos e enfermeiros e dos psicólogos, atribuindo-se a si mesmos o quarto lugar de participação. Um dos factores que se revelou mais influente nestas concepções foi a habilitação académica. No debate e nos grupos de foco os professores referiram como contributos da educação sexual a tomada de decisões informadas e a prevenção de comportamentos sexuais de risco. Como participantes também especificaram os pais e os técnicos de saúde. |
|---|---|
| Autores principais: | Anastácio, Zélia |
| Assunto: | Educação sexual Sexualidade Saúde Professores de 1.ºCEB Contributos Intervenientes Contributions Interveners Health Primary school teachers Sexuality Sex education |
| Ano: | 2010 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | capítulo de livro |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Abordar a sexualidade parece ser uma das mais difíceis tarefas para os agentes educativos. Os professores manifestam obstáculos ancorados nas suas concepções. O objectivo geral do presente trabalho foi identificar concepções dos professores de 1º Ciclo do Ensino Básico sobre o contributo da educação sexual e sobre os intervenientes neste processo. A metodologia adoptada incluiu uma abordagem dialógica recolhendo-se dados por meio de questionário (n=486), de debate (n=4) e de grupos de foco (n=19). A amostra foi de conveniência. As variáveis dependentes consideradas foram: a) participação de intervenientes em educação sexual (PIES); e b) contributo da educação sexual para a promoção da saúde futura das actuais crianças (CESPS). Factores que se associaram às concepções dos professores sobre estes aspectos foram o sexo, a idade, a formação, a habilitação académica, a área de trabalho e a prática religiosa. Os resultados do questionário sugerem que os professores consideram que: a educação sexual contribui essencialmente para facilitar o diálogo dos educandos com os pais, para o seu auto-conhecimento e para o aumento dos seus conhecimentos sobre sexualidade; os principais intervenientes devem ser os pais, seguidos dos médicos e enfermeiros e dos psicólogos, atribuindo-se a si mesmos o quarto lugar de participação. Um dos factores que se revelou mais influente nestas concepções foi a habilitação académica. No debate e nos grupos de foco os professores referiram como contributos da educação sexual a tomada de decisões informadas e a prevenção de comportamentos sexuais de risco. Como participantes também especificaram os pais e os técnicos de saúde. |
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