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Soft Power with Hard Cash: o papel da diplomacia portuária na reemergência da Pax Sinica
| Summary: | Embora se verifique um número significativo de estudos no que respeita à análise dos corredores terrestres, marítimo e, inclusive, digitais da Faixa e Rota Chinesa (FRC), a literatura existente falha em não investigar o papel da diplomacia portuária com vista à implementação da Pax Sinica. Por outro lado, os estudos sobre o soft power chinês são frequentemente associados a uma busca de identidade, por parte da China, nas Relações Internacionais, que não tem tido em conta uma vertente negligenciada pelo Ocidente, mas valorizada pela China na projeção de uma imagem de ator benigno e responsável no plano internacional. Trata-se de um soft power que a China faz questão de associar a uma forte diplomacia económica e que se revela um instrumento indispensável na materialização da Pax Sinica. Em virtude do gap acima exposto, esta dissertação visa responder à seguinte questão de investigação: De que forma o soft power associado à diplomacia portuária chinesa contribui para a reemergência da Pax Sinica? Neste sentido, optámos por concentrar a nossa análise no período que vai desde a inauguração da FRC, em outubro de 2013, até à celebração do seu 10º aniversário, a 8 setembro de 2023, na medida em que uma década de existência se afigura um tempo considerável para fazermos o balanço da eficácia da diplomacia portuária chinesa. Por sua vez, a metodologia, qualitativa na sua essência, compreende o uso de fontes primárias (tais como discursos oficiais de líderes políticos e agências noticiosas tais como a Xinhua) e secundárias (os autores mais respeitados no tema em análise). À guisa de conclusão, é possível antecipar que é cada vez mais difícil inverter a dependência instalada pela Pax Sinica em países muitas vezes frágeis economicamente, e que, por conseguinte, acabam por ver a sua autonomia decisória hipotecada à China. Embora a nova ordem made-in-China não augure desenvolvimentos positivos, a não ser para a própria China, ela é, para todos os efeitos, o horizonte que paulatinamente se vislumbra perante o declínio relativo da potência estabelecida que vai, assim, vendo o seu poder continuamente enfraquecido. |
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| Main Authors: | Costa, Madeleine Adeline Afonso |
| Subject: | China Diplomacia portuária Hard cash Rota Marítima da Seda Soft power Maritime Silk Road Seaport diplomacy |
| Year: | 2024 |
| Country: | Portugal |
| Document type: | master thesis |
| Access type: | open access |
| Associated institution: | Universidade do Minho |
| Language: | Portuguese |
| Origin: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Summary: | Embora se verifique um número significativo de estudos no que respeita à análise dos corredores terrestres, marítimo e, inclusive, digitais da Faixa e Rota Chinesa (FRC), a literatura existente falha em não investigar o papel da diplomacia portuária com vista à implementação da Pax Sinica. Por outro lado, os estudos sobre o soft power chinês são frequentemente associados a uma busca de identidade, por parte da China, nas Relações Internacionais, que não tem tido em conta uma vertente negligenciada pelo Ocidente, mas valorizada pela China na projeção de uma imagem de ator benigno e responsável no plano internacional. Trata-se de um soft power que a China faz questão de associar a uma forte diplomacia económica e que se revela um instrumento indispensável na materialização da Pax Sinica. Em virtude do gap acima exposto, esta dissertação visa responder à seguinte questão de investigação: De que forma o soft power associado à diplomacia portuária chinesa contribui para a reemergência da Pax Sinica? Neste sentido, optámos por concentrar a nossa análise no período que vai desde a inauguração da FRC, em outubro de 2013, até à celebração do seu 10º aniversário, a 8 setembro de 2023, na medida em que uma década de existência se afigura um tempo considerável para fazermos o balanço da eficácia da diplomacia portuária chinesa. Por sua vez, a metodologia, qualitativa na sua essência, compreende o uso de fontes primárias (tais como discursos oficiais de líderes políticos e agências noticiosas tais como a Xinhua) e secundárias (os autores mais respeitados no tema em análise). À guisa de conclusão, é possível antecipar que é cada vez mais difícil inverter a dependência instalada pela Pax Sinica em países muitas vezes frágeis economicamente, e que, por conseguinte, acabam por ver a sua autonomia decisória hipotecada à China. Embora a nova ordem made-in-China não augure desenvolvimentos positivos, a não ser para a própria China, ela é, para todos os efeitos, o horizonte que paulatinamente se vislumbra perante o declínio relativo da potência estabelecida que vai, assim, vendo o seu poder continuamente enfraquecido. |
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