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O efeito de uma entrevista autoadministrada modificada na memória de testemunhas: será a recordação por categorias mais eficaz que a entrevista autoadministrada?

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Pedir às testemunhas para realizarem autorrelatos pouco tempo após presenciarem um crime é essencial na obtenção de informações detalhadas e precisas e na proteção da memória contra o esquecimento e desinformação. Neste sentido, diversas estratégias têm sido desenvolvidas e estudadas. A Entrevista Autoadministrada (EA) tem-se revelado um instrumento de autorrelato bastante eficaz, mas surgiram estudos que demonstram a eficácia de outra estratégia, a Recordação por Categorias (RC). Neste estudo, comparou-se o efeito de uma Entrevista Autoadministrada Modificada (EAM), que utiliza a estratégia de RC, ao efeito da EA. Os participantes viram o vídeo de um crime e, 30 minutos depois, completaram um dos protocolos. Após cinco dias, foram expostos à informação pós-evento enganosa através da leitura de uma notícia. Dois dias depois, realizaram um relato livre e um teste de reconhecimento sobre o vídeo. Na evocação inicial, a EA levou à recordação de uma maior quantidade de informação correta, mas ambos os protocolos foram comparáveis quanto à precisão, tendo a EAM exigido menos tempo de realização. Já na evocação final, não existiram diferenças na quantidade e precisão da informação, nem na capacidade de proteger a memória contra o esquecimento e contra a informação pós-evento enganosa. Apesar do efeito superior da EA na evocação inicial, a EAM consegue gerar detalhes tão precisos quanto a EA e parece ter a mesma capacidade de proteger a memória contra o esquecimento e contra a desinformação.
Autores principais:Carvalho, Nuna Isabel Gonçalves
Assunto:Entrevista autoadministrada Entrevista autoadministrada modificada Informação pós-evento Memória de testemunhas Recordação por categoria Category clustering recall Eyewitness memory Post-event information Modified self-administered interview Self-administered interview
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Pedir às testemunhas para realizarem autorrelatos pouco tempo após presenciarem um crime é essencial na obtenção de informações detalhadas e precisas e na proteção da memória contra o esquecimento e desinformação. Neste sentido, diversas estratégias têm sido desenvolvidas e estudadas. A Entrevista Autoadministrada (EA) tem-se revelado um instrumento de autorrelato bastante eficaz, mas surgiram estudos que demonstram a eficácia de outra estratégia, a Recordação por Categorias (RC). Neste estudo, comparou-se o efeito de uma Entrevista Autoadministrada Modificada (EAM), que utiliza a estratégia de RC, ao efeito da EA. Os participantes viram o vídeo de um crime e, 30 minutos depois, completaram um dos protocolos. Após cinco dias, foram expostos à informação pós-evento enganosa através da leitura de uma notícia. Dois dias depois, realizaram um relato livre e um teste de reconhecimento sobre o vídeo. Na evocação inicial, a EA levou à recordação de uma maior quantidade de informação correta, mas ambos os protocolos foram comparáveis quanto à precisão, tendo a EAM exigido menos tempo de realização. Já na evocação final, não existiram diferenças na quantidade e precisão da informação, nem na capacidade de proteger a memória contra o esquecimento e contra a informação pós-evento enganosa. Apesar do efeito superior da EA na evocação inicial, a EAM consegue gerar detalhes tão precisos quanto a EA e parece ter a mesma capacidade de proteger a memória contra o esquecimento e contra a desinformação.