Publicação
O impacto da Diretiva 2014/95/UE na qualidade da informação não financeira: o caso da Navigator Company, S.A.
| Resumo: | A Diretiva 2014/95/UE deu um novo impulso às questões não financeiras, exigindo que entidades de interesse público, com mais de 500 funcionários, relatem um conteúdo mínimo de informação sobre questões ambientais, sociais e laborais, respeito pelos direitos humanos, anticorrupção e suborno. A transposição da Diretiva 2014/95/UE em Portugal foi realizada através da publicação do Decreto-Lei nº 89/2017, de 28 de julho, e aplica-se aos exercícios económicos que se iniciem em ou após 1 de janeiro de 2017. O presente trabalho tem o objetivo de analisar o impacto da introdução da Diretiva 2014/95/UE na qualidade da informação não financeira, na empresa The Navigator Company, S.A., no período de 2016 a 2018. Inserido no âmbito do paradigma interpretativo, o estudo analisa a evolução dos temas abordados no relato e avalia se a empresa se limita a cumprir os requisitos regulamentares ou se vai mais longe e fornece voluntariamente informações adicionais. Foi usada a técnica análise de conteúdo para analisar os indicadores-chave de desempenho divulgados nos relatórios de sustentabilidade antes e após a implementação da Diretiva. De forma a medir o impacto da Diretiva, foi observado o número de palavras que o relatório dedica a cada indicador ao longo dos relatórios de sustentabilidade. Os resultados mostram que a Diretiva teve um impacto positivo no relato da informação não financeira, pelo grupo Navigator. Sendo o impacto observado quanto à periodicidade da publicação do relatório de sustentabilidade e quanto ao número de informações divulgadas nos relatórios de sustentabilidade. Constatou-se ainda que, a Navigator nos relatórios de sustentabilidade de 2016/2017 e 2018, divulga uma maior quantidade de informações sobre questões ambientais, questões relativas aos trabalhadores e questões sociais. |
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| Autores principais: | Veloso, Mariana Martins |
| Assunto: | Diretiva 2014/95/UE Decreto-Lei nº 89/2017 Informação não financeira Relatório de sustentabilidade Directive 2014/95/EU Decree-Law 89/2017 Non-financial information Sustainability report |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | A Diretiva 2014/95/UE deu um novo impulso às questões não financeiras, exigindo que entidades de interesse público, com mais de 500 funcionários, relatem um conteúdo mínimo de informação sobre questões ambientais, sociais e laborais, respeito pelos direitos humanos, anticorrupção e suborno. A transposição da Diretiva 2014/95/UE em Portugal foi realizada através da publicação do Decreto-Lei nº 89/2017, de 28 de julho, e aplica-se aos exercícios económicos que se iniciem em ou após 1 de janeiro de 2017. O presente trabalho tem o objetivo de analisar o impacto da introdução da Diretiva 2014/95/UE na qualidade da informação não financeira, na empresa The Navigator Company, S.A., no período de 2016 a 2018. Inserido no âmbito do paradigma interpretativo, o estudo analisa a evolução dos temas abordados no relato e avalia se a empresa se limita a cumprir os requisitos regulamentares ou se vai mais longe e fornece voluntariamente informações adicionais. Foi usada a técnica análise de conteúdo para analisar os indicadores-chave de desempenho divulgados nos relatórios de sustentabilidade antes e após a implementação da Diretiva. De forma a medir o impacto da Diretiva, foi observado o número de palavras que o relatório dedica a cada indicador ao longo dos relatórios de sustentabilidade. Os resultados mostram que a Diretiva teve um impacto positivo no relato da informação não financeira, pelo grupo Navigator. Sendo o impacto observado quanto à periodicidade da publicação do relatório de sustentabilidade e quanto ao número de informações divulgadas nos relatórios de sustentabilidade. Constatou-se ainda que, a Navigator nos relatórios de sustentabilidade de 2016/2017 e 2018, divulga uma maior quantidade de informações sobre questões ambientais, questões relativas aos trabalhadores e questões sociais. |
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