Publicação
Geografia portuguesa, trópicos e colonialismo tardio: proposta e resultados de um dossier
| Resumo: | [Excerto] Apesar de alguns estudos parcelares publicados nos últimos anos, ainda não foi realizada uma leitura abrangente da Geografia portuguesa que permita compreender o papel do discurso geográfico em «situação colonial» e a forma como este mesmo discurso parece ter sido revalorizado à medida que se agravou o clima internacional em torno da política colonial portuguesa, a partir de meados da década de 1950 (Pimenta et al., 2011; Oliveira e Paiva, 2019; Sarmento, 2019). A teoria pós-colonial ensina-nos que a colonização não só transformou o mundo colonizado, como também transformou profundamente as sociedades colonizadoras, colocando assim a questão do colonialismo no cerne da modernidade europeia (Driver, 2006; Butlin, 2009). Isto significa que partimos para este dossier assumindo como propósito fundamental reunir um conjunto de análises críticas sobre alguns dos mais representativos discursos e práticas da Geografia portuguesa da época sobre o «mundo tropical». Fazendo-o, propomo-nos contribuir para a renovação epistemológica da própria disciplina, que, em nosso entender – e em linha com Driver (2006), Bruneau (2008), Jazeel (2014), Clayton e Kumar (2019) e Clayton (2020) –, ainda não refletiu suficientemente sobre este momento muito complexo da sua história. |
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| Autores principais: | Oliveira, Francisco Roque de |
| Outros Autores: | Sarmento, João Carlos Vicente |
| Assunto: | Ciências Sociais::Geografia Económica e Social |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | [Excerto] Apesar de alguns estudos parcelares publicados nos últimos anos, ainda não foi realizada uma leitura abrangente da Geografia portuguesa que permita compreender o papel do discurso geográfico em «situação colonial» e a forma como este mesmo discurso parece ter sido revalorizado à medida que se agravou o clima internacional em torno da política colonial portuguesa, a partir de meados da década de 1950 (Pimenta et al., 2011; Oliveira e Paiva, 2019; Sarmento, 2019). A teoria pós-colonial ensina-nos que a colonização não só transformou o mundo colonizado, como também transformou profundamente as sociedades colonizadoras, colocando assim a questão do colonialismo no cerne da modernidade europeia (Driver, 2006; Butlin, 2009). Isto significa que partimos para este dossier assumindo como propósito fundamental reunir um conjunto de análises críticas sobre alguns dos mais representativos discursos e práticas da Geografia portuguesa da época sobre o «mundo tropical». Fazendo-o, propomo-nos contribuir para a renovação epistemológica da própria disciplina, que, em nosso entender – e em linha com Driver (2006), Bruneau (2008), Jazeel (2014), Clayton e Kumar (2019) e Clayton (2020) –, ainda não refletiu suficientemente sobre este momento muito complexo da sua história. |
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