Publicação
Development of nanocarriers for the treatment of Alzheimer’s disease
| Resumo: | O cérebro é o órgão mais complexo do corpo humano, o mais difícil de entender e o mais bem protegido do nosso corpo. A proteção gerada à sua volta é tanto uma vantagem como uma desvantagem e a maior dificuldade no desenvolvimento de terapêuticas para patologias tão severas, incapacitantes e debilitantes, como é o caso da Doença de Alzheimer. A Ab-amilóide, um péptido, devido a uma alteração no metabolismo é progressivamente produzido e depositado, levando à formação das placas senis. Além disso, como a Ab-amilóide é responsável por regular determinadas vias de sinalização, a sua desregulação provoca uma hiperfosforilação da proteína TAU. Estas duas condições são os principais pilares onde a investigação atual da doença de Alzheimer assenta e procura entender e resolver. O encapsulamento em lipossomas, de curcumina e siRNA, duas moléculas com potencial terapêutico, e a sua posterior libertação no cérebro, são uma maneira de evitar a progressão desta doença, uma vez que se descobriu que a curcumina tem afinidade para os agregados de Ab amilóide e capacidade neuroprotetora, e através de siRNA exógeno pretende-se obter o silenciamento de genes envolvidos na patologia. O encapsulamento de ambas as substâncias foi alcançado, conseguindo-se manter as características ideias de tamanho dos lipossomas para que consigam atravessar a barreira hematoencefálica. Foi necessário avaliar se estas formulações de lipossomas não seriam tóxicas para as células e, portanto, foram estudadas em duas linhas celulares: L929, fibroblastos de ratinho, e SH-SY5Y, neuroblastoma humano. Verificou-se que as formulações alcançadas não apresentam toxicidade significativa. O passo seguinte seria testar as formulações in vivo, em embriões de peixe-zebra. |
|---|---|
| Autores principais: | Ferreira, Telma Sofia Mendes |
| Assunto: | Acetilcolinesterase Alzheimer Citotoxicidade Lipossomas Acetylcholinesterase Cytotoxicity Liposomes |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | O cérebro é o órgão mais complexo do corpo humano, o mais difícil de entender e o mais bem protegido do nosso corpo. A proteção gerada à sua volta é tanto uma vantagem como uma desvantagem e a maior dificuldade no desenvolvimento de terapêuticas para patologias tão severas, incapacitantes e debilitantes, como é o caso da Doença de Alzheimer. A Ab-amilóide, um péptido, devido a uma alteração no metabolismo é progressivamente produzido e depositado, levando à formação das placas senis. Além disso, como a Ab-amilóide é responsável por regular determinadas vias de sinalização, a sua desregulação provoca uma hiperfosforilação da proteína TAU. Estas duas condições são os principais pilares onde a investigação atual da doença de Alzheimer assenta e procura entender e resolver. O encapsulamento em lipossomas, de curcumina e siRNA, duas moléculas com potencial terapêutico, e a sua posterior libertação no cérebro, são uma maneira de evitar a progressão desta doença, uma vez que se descobriu que a curcumina tem afinidade para os agregados de Ab amilóide e capacidade neuroprotetora, e através de siRNA exógeno pretende-se obter o silenciamento de genes envolvidos na patologia. O encapsulamento de ambas as substâncias foi alcançado, conseguindo-se manter as características ideias de tamanho dos lipossomas para que consigam atravessar a barreira hematoencefálica. Foi necessário avaliar se estas formulações de lipossomas não seriam tóxicas para as células e, portanto, foram estudadas em duas linhas celulares: L929, fibroblastos de ratinho, e SH-SY5Y, neuroblastoma humano. Verificou-se que as formulações alcançadas não apresentam toxicidade significativa. O passo seguinte seria testar as formulações in vivo, em embriões de peixe-zebra. |
|---|