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A teoria na história dos média

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Tendo-se estabelecido como dispositivos tecnológicos de mediação simbólica da experiência humana e projetando um propósito emancipador de cidadania, os média constituem um projeto da modernidade. Neste artigo vamos procurar demonstrar a fecundidade da teoria na história dos média. E fá-lo-emos problematizando, antes de mais nada, a “ética da discussão, ou da comunicação”, de Habermas e Apel, em que se apoia o propósito emancipador autorizado pelos média nas sociedades democráticas contemporâneas, em resultado de um vínculo essencial à linguagem, ao discurso e à comunicação. Em síntese, podemos dizer que as tecnologias da comunicação e da informação vieram deslocar o quadro teórico do debate sobre os média, do logos e do ethos para o pathos, com os média a deixarem de ser considerados como meros dispositivos discursivos, que persuadem, e a passarem a ser considerados, igualmente, como dispositivos de sons e imagens, que fascinam. Por outro lado, o processo informativo deixou de se cingir apenas a produtores e consumidores de informação, e considera, agora, igualmente, os públicos, que são hoje, também, produtores de conteúdos.
Autores principais:Martins, Moisés de Lemos
Assunto:Comunicação Discurso Ética da discussão Tecnologia Teoria dos média Communication Speech Ethics of discourse Technology Media theory Comunicación Discurso Ética de la discusión Tecnología Teoría de los medios Ciências Sociais::Ciências da Comunicação
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Tendo-se estabelecido como dispositivos tecnológicos de mediação simbólica da experiência humana e projetando um propósito emancipador de cidadania, os média constituem um projeto da modernidade. Neste artigo vamos procurar demonstrar a fecundidade da teoria na história dos média. E fá-lo-emos problematizando, antes de mais nada, a “ética da discussão, ou da comunicação”, de Habermas e Apel, em que se apoia o propósito emancipador autorizado pelos média nas sociedades democráticas contemporâneas, em resultado de um vínculo essencial à linguagem, ao discurso e à comunicação. Em síntese, podemos dizer que as tecnologias da comunicação e da informação vieram deslocar o quadro teórico do debate sobre os média, do logos e do ethos para o pathos, com os média a deixarem de ser considerados como meros dispositivos discursivos, que persuadem, e a passarem a ser considerados, igualmente, como dispositivos de sons e imagens, que fascinam. Por outro lado, o processo informativo deixou de se cingir apenas a produtores e consumidores de informação, e considera, agora, igualmente, os públicos, que são hoje, também, produtores de conteúdos.