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"I am the Voice of Fire": a poesia como performance política na obra de Edith Sitwell e Stevie Smith

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Edith Sitwell e Stevie Smith atingiram, nas suas respectivas gerações, reputações formidáveis como poetisas aclamadas e como performers extremamente populares. Apesar de diferenças significativas nas suas origens e nas tradições que assimilaram, Sitwell e Smith possuem estilos de performance poética muito comparáveis. O exagero e a ambivalência dos seus corpos e vozes em actuação transformaram a aberração na norma. Enquanto que a aristocrática Sitwell se movia nos círculos literários de elite, permanecendo uma ‘diva’ do movimento performativo vanguardista, Smith – que pertencia à classe média baixa – foi sobretudo influenciada pelas tradições do music-hall, alternando a leitura e o canto dos seus poemas em palco. Ambas as poetisas adoptaram figurações femininas elaboradas que lhes permitiram existir fora dos limites da feminilidade ‘normal’. Sitwell e Smith tiraram partido da ambiguidade das suas personas para poderem questionar a separação das esferas na poesia, exigindo o direito de reescrita do político através do pessoal. Enquanto que a poesia de Sitwell questiona o trágico impacto da guerra sobre a mulher e afirma a importância da inclusão da voz feminina no diálogo político, a obra de Smith questiona as representações tradicionais do imperialismo inglês através da interrogação que faz acerca da épica e da gesta masculinas.
Autores principais:Guimarães, Paula Alexandra
Assunto:Poesia Performance Modernismo Sitwell Smith Política
Ano:2010
País:Portugal
Tipo de documento:comunicação em conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Edith Sitwell e Stevie Smith atingiram, nas suas respectivas gerações, reputações formidáveis como poetisas aclamadas e como performers extremamente populares. Apesar de diferenças significativas nas suas origens e nas tradições que assimilaram, Sitwell e Smith possuem estilos de performance poética muito comparáveis. O exagero e a ambivalência dos seus corpos e vozes em actuação transformaram a aberração na norma. Enquanto que a aristocrática Sitwell se movia nos círculos literários de elite, permanecendo uma ‘diva’ do movimento performativo vanguardista, Smith – que pertencia à classe média baixa – foi sobretudo influenciada pelas tradições do music-hall, alternando a leitura e o canto dos seus poemas em palco. Ambas as poetisas adoptaram figurações femininas elaboradas que lhes permitiram existir fora dos limites da feminilidade ‘normal’. Sitwell e Smith tiraram partido da ambiguidade das suas personas para poderem questionar a separação das esferas na poesia, exigindo o direito de reescrita do político através do pessoal. Enquanto que a poesia de Sitwell questiona o trágico impacto da guerra sobre a mulher e afirma a importância da inclusão da voz feminina no diálogo político, a obra de Smith questiona as representações tradicionais do imperialismo inglês através da interrogação que faz acerca da épica e da gesta masculinas.