Publicação
Do kemalismo ao neo-otomanismo: o desenvolvimento político e a «Nova Turquia» de Recep Tayyip Erdogan (2003-2014)
| Resumo: | Não há consenso sobre o que realmente constitui uma democracia. Várias definições foram formuladas e posteriormente contestadas, num intenso debate sobre as variáveis que influenciam a sua qualidade e a sua legitimidade. Não sendo a participação, a liberdade e o pluralismo político as únicas variáveis por excelência da democracia, a preponderância destes indicadores no estudo da qualidade democrática dos Estados deve ser encarecida e acautelada. Quando em 1923 Mustafa Kemal fundou a República da Turquia, fê-lo com base ideológica num Estado-nação moderno, democrático e secular. Quase um século depois, Recep Tayyip Erdogan, um devoto muçulmano, evidencia querer dar um novo sentido ao secularismo na Turquia, rumo à retoma do extinto Império Otomano, na reformulação de uma «Nova Turquia». Após 11 anos de governação, as críticas à liderança autocrática e à imposição de leis de orientação islâmica no país patenteiam a asfixia do crescimento nacional de outrora, num redobramento de guerras político-culturais entres muçulmanos e seculares. O estudo apresentado contextualiza o desenvolvimento político na Turquia desde a sua fundação enquanto um Estado republicano e as veracidades do regime de Erdogan, testando a qualidade democrática do mesmo, através de uma análise ao papel da participação, das liberdades e do pluralismo, atendendo à imposição de hegemonia política, ao autoritarismo islâmico e à demagogia do governante, respeitando-se três clivagens históricas pertinentes à investigação: conflito político; conflito religioso e conflito étnico-territorial. |
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| Autores principais: | Fernandes, Liliana Raquel dos Santos |
| Assunto: | Turquia Erdogan Regime democrático Desenvolvimento político Liberdades civis Islamização Turkey Democracy Political development Civil liberties Islamization |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Não há consenso sobre o que realmente constitui uma democracia. Várias definições foram formuladas e posteriormente contestadas, num intenso debate sobre as variáveis que influenciam a sua qualidade e a sua legitimidade. Não sendo a participação, a liberdade e o pluralismo político as únicas variáveis por excelência da democracia, a preponderância destes indicadores no estudo da qualidade democrática dos Estados deve ser encarecida e acautelada. Quando em 1923 Mustafa Kemal fundou a República da Turquia, fê-lo com base ideológica num Estado-nação moderno, democrático e secular. Quase um século depois, Recep Tayyip Erdogan, um devoto muçulmano, evidencia querer dar um novo sentido ao secularismo na Turquia, rumo à retoma do extinto Império Otomano, na reformulação de uma «Nova Turquia». Após 11 anos de governação, as críticas à liderança autocrática e à imposição de leis de orientação islâmica no país patenteiam a asfixia do crescimento nacional de outrora, num redobramento de guerras político-culturais entres muçulmanos e seculares. O estudo apresentado contextualiza o desenvolvimento político na Turquia desde a sua fundação enquanto um Estado republicano e as veracidades do regime de Erdogan, testando a qualidade democrática do mesmo, através de uma análise ao papel da participação, das liberdades e do pluralismo, atendendo à imposição de hegemonia política, ao autoritarismo islâmico e à demagogia do governante, respeitando-se três clivagens históricas pertinentes à investigação: conflito político; conflito religioso e conflito étnico-territorial. |
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