Publicação
Migrações, media, ativismos mnemónicos e lutas antirracismo
| Resumo: | As narrativas mediáticas sobre migração contribuem amiúde para reforçar fronteiras entre “nós” e os “outros”, baseando-se no uso de linguagem específica que muitas vezes silencia e desumaniza as pessoas migrantes, reificando, implícita ou explicitamente, hierarquias raciais forjadas durante o colonialismo europeu. A descolonização da esfera pública constitui um processo complexo, multifacetado e sensível, com múltiplos impactos sociais. Neste texto, iremos discutir alguns dos conceitos que fundamentam um projeto de pesquisa-ação em curso que assume dois desafios principais. Por um lado, contribuir para uma maior visibilidade e reconhecimento das pessoas que ocupam um lugar de alteridade no contexto português, enquanto agentes ativos na transformação social e na construção de futuros mais justos e inclusivos. Por outro lado, promover a descolonização dos estudos da comunicação, do jornalismo e dos media em geral e potenciar relações construtivas entre os diversos agentes que intervêm nestes processos (jornalistas, cineastas, artistas, ativistas, etc.), o que exige um esforço de reflexão crítica sobre as migrações, os media e os ativismos. A partir de uma perspetiva situada e interseccional, considerando a complexidade das dinâmicas socioculturais " nas sociedades contemporâneas, pretendemos contribuir para interrogar modos de pensar, sentir e agir sobre nós e sobre o mundo. |
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| Autores principais: | Cabecinhas, Rosa |
| Assunto: | Migrações Media Ativismos mnemónicos Decolonialidade Antirracismo |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | capítulo de livro |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | As narrativas mediáticas sobre migração contribuem amiúde para reforçar fronteiras entre “nós” e os “outros”, baseando-se no uso de linguagem específica que muitas vezes silencia e desumaniza as pessoas migrantes, reificando, implícita ou explicitamente, hierarquias raciais forjadas durante o colonialismo europeu. A descolonização da esfera pública constitui um processo complexo, multifacetado e sensível, com múltiplos impactos sociais. Neste texto, iremos discutir alguns dos conceitos que fundamentam um projeto de pesquisa-ação em curso que assume dois desafios principais. Por um lado, contribuir para uma maior visibilidade e reconhecimento das pessoas que ocupam um lugar de alteridade no contexto português, enquanto agentes ativos na transformação social e na construção de futuros mais justos e inclusivos. Por outro lado, promover a descolonização dos estudos da comunicação, do jornalismo e dos media em geral e potenciar relações construtivas entre os diversos agentes que intervêm nestes processos (jornalistas, cineastas, artistas, ativistas, etc.), o que exige um esforço de reflexão crítica sobre as migrações, os media e os ativismos. A partir de uma perspetiva situada e interseccional, considerando a complexidade das dinâmicas socioculturais " nas sociedades contemporâneas, pretendemos contribuir para interrogar modos de pensar, sentir e agir sobre nós e sobre o mundo. |
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