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Acesso e sucesso no Ensino Superior em Portugal: questões de género, origem socio-cultural e percurso académico dos alunos

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Analisa-se o impacto do sexo e da origem sócio-cultural na nota de candidatura e nos cursos escolhidos no Ensino Superior, assim como nas dificuldades antecipadas e no rendimento académico no final do 1º ano de frequência universitária. O estudo tomou 1407 estudantes da Universidade do Minho. Os resultados apontam que o sexo, a par do nível sócio-cultural das famílias, influencia a escolha de cursos (mais estudantes do sexo feminino e das classes mais desfavorecidas frequentam cursos de ciências sociais, ao passo que mais estudantes do sexo masculino e das classes mais favorecidas o fazem em cursos de engenharia). Verifica-se ainda que os estudantes do sexo feminino e mais favorecidos socialmente apresentam notas mais elevadas de candidatura ao Ensino Superior e na média no final do 1º ano. Em relação às dificuldades antecipadas, os estudantes do sexo feminino e dos cursos de ciências sociais e económicas antecipam mais dificuldades interpessoais, enquanto os alunos do sexo masculino e a frequentar cursos de engenharia e de ciências económicas o revelam em relação à aprendizagem e à organização das tarefas diárias. A antecipação de dificuldades de aprendizagem relaciona-se ainda de forma negativa e estatisticamente significativa tanto com a nota de ingresso como com a média no final do 1º ano.
Autores principais:Almeida, Leandro S.
Outros Autores:Guisande, M. Adelina; Soares, Ana Paula; Saavedra, Luísa
Assunto:Acesso Ensino Superior Sucesso académico Academic success Access to higher education Gender Sociocultural origin
Ano:2006
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Analisa-se o impacto do sexo e da origem sócio-cultural na nota de candidatura e nos cursos escolhidos no Ensino Superior, assim como nas dificuldades antecipadas e no rendimento académico no final do 1º ano de frequência universitária. O estudo tomou 1407 estudantes da Universidade do Minho. Os resultados apontam que o sexo, a par do nível sócio-cultural das famílias, influencia a escolha de cursos (mais estudantes do sexo feminino e das classes mais desfavorecidas frequentam cursos de ciências sociais, ao passo que mais estudantes do sexo masculino e das classes mais favorecidas o fazem em cursos de engenharia). Verifica-se ainda que os estudantes do sexo feminino e mais favorecidos socialmente apresentam notas mais elevadas de candidatura ao Ensino Superior e na média no final do 1º ano. Em relação às dificuldades antecipadas, os estudantes do sexo feminino e dos cursos de ciências sociais e económicas antecipam mais dificuldades interpessoais, enquanto os alunos do sexo masculino e a frequentar cursos de engenharia e de ciências económicas o revelam em relação à aprendizagem e à organização das tarefas diárias. A antecipação de dificuldades de aprendizagem relaciona-se ainda de forma negativa e estatisticamente significativa tanto com a nota de ingresso como com a média no final do 1º ano.