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Fatores associados à adesão terapêutica em pessoas com VIH-SIDA

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A importância de um grau elevado de adesão terapêutica em pessoas que vivem com VIH/SIDA está bem documentada na literatura, sendo necessário uma adesão superior a 90% para que a doença esteja controlada. Assim, torna-se importante identificar e compreender as variáveis associadas à adesão terapêutica, sendo este o objetivo do estudo. Avaliaram-se um total de 100 participantes seguidos na consulta de Infeciologia de dois Hospitais do Norte de Portugal, a maioria do sexo masculino (81%), com idades compreendidas entre os 21 e os 81 anos (M = 49.88; DP = 12.03). Os resultados mostraram que o sexo e a literacia influenciam de forma significativa a adesão terapêutica, com pessoas de nível educacional alto e do sexo feminino a aderir mais à terapêutica. O Total de Sintomas Positivos mostrou, também, ser preditor da adesão terapêutica bem como a estigmatização. Estes dados reforçam a importância das variáveis de saúde, sociais e sociodemográficas na adesão terapêutica, chamando a atenção para a necessidade dos profissionais de saúde estarem atentos à psicopatologia na população do VIH/SIDA e a importância da educação social uma vez que estas variáveis afetam de forma direta a adesão aos cuidados de saúde nesta população.
Autores principais:Gonçalves, Ana Rita Cunha
Assunto:VIH-SIDA Adesão terapêutica Psicopatologia Estigmatização HIV-AIDS Therapeutic adherence Psychopathology Stigmatization
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:A importância de um grau elevado de adesão terapêutica em pessoas que vivem com VIH/SIDA está bem documentada na literatura, sendo necessário uma adesão superior a 90% para que a doença esteja controlada. Assim, torna-se importante identificar e compreender as variáveis associadas à adesão terapêutica, sendo este o objetivo do estudo. Avaliaram-se um total de 100 participantes seguidos na consulta de Infeciologia de dois Hospitais do Norte de Portugal, a maioria do sexo masculino (81%), com idades compreendidas entre os 21 e os 81 anos (M = 49.88; DP = 12.03). Os resultados mostraram que o sexo e a literacia influenciam de forma significativa a adesão terapêutica, com pessoas de nível educacional alto e do sexo feminino a aderir mais à terapêutica. O Total de Sintomas Positivos mostrou, também, ser preditor da adesão terapêutica bem como a estigmatização. Estes dados reforçam a importância das variáveis de saúde, sociais e sociodemográficas na adesão terapêutica, chamando a atenção para a necessidade dos profissionais de saúde estarem atentos à psicopatologia na população do VIH/SIDA e a importância da educação social uma vez que estas variáveis afetam de forma direta a adesão aos cuidados de saúde nesta população.