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As mulheres com VIH-SIDA no discurso jornalístico: um estudo feminista sobre a activação ideológica dos estereótipos

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Esta dissertação visa destrinçar e analisar as ideologias que influenciam o discurso jornalístico sobre mulheres com VIH/SIDA. Em particular, procura destacar os estereótipos que integram essas ideologias. O corpus deste estudo é composto por treze notícias sobre mulheres com VIH/SIDA, publicadas em jornais diários, generalistas e de âmbito nacional entre Janeiro de 2007 e Setembro de 2008. Com base na Análise Crítica Feminista do Discurso, este estudo releva a imbuição de ideologias de género, sexista, xenófoba e racista nos modelos mentais dos/as jornalistas. Influenciando o uso de estereótipos no discurso jornalístico, estas ideologias manifestaram-se na construção das prostitutas como repositório/fonte de VIH e como criminosas sexuais. Privilegiaram ainda a representação das africanas como negligentes em relação ao vírus, das grávidas como fonte de perigo para os bebés, das mulheres idosas como sexualmente inactivas e das mães solteiras como mulheres mais vulneráveis. Os resultados mostram, assim, a ausência da perspectiva de género nas rotinas jornalísticas. Importa, portanto, apostar em práticas feministizadas no sentido da promoção de discursos emancipatórios, heterogéneos e inclusivos; da valorização de temáticas referentes ou que envolvem mulheres – como, por exemplo, a feminização do VIH/SIDA; da credibilização das mulheres como fontes de informação; e da erradicação do patriarcado que reveste as relações de poder.
Autores principais:Santos, Anabela Moreira
Assunto:VIH / SIDA Mulheres Discurso jornalístico Ideologia Estereótipo Feminismo HIV / AIDS Women Media discourse Ideology Stereotypes Feminism
Ano:2009
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Esta dissertação visa destrinçar e analisar as ideologias que influenciam o discurso jornalístico sobre mulheres com VIH/SIDA. Em particular, procura destacar os estereótipos que integram essas ideologias. O corpus deste estudo é composto por treze notícias sobre mulheres com VIH/SIDA, publicadas em jornais diários, generalistas e de âmbito nacional entre Janeiro de 2007 e Setembro de 2008. Com base na Análise Crítica Feminista do Discurso, este estudo releva a imbuição de ideologias de género, sexista, xenófoba e racista nos modelos mentais dos/as jornalistas. Influenciando o uso de estereótipos no discurso jornalístico, estas ideologias manifestaram-se na construção das prostitutas como repositório/fonte de VIH e como criminosas sexuais. Privilegiaram ainda a representação das africanas como negligentes em relação ao vírus, das grávidas como fonte de perigo para os bebés, das mulheres idosas como sexualmente inactivas e das mães solteiras como mulheres mais vulneráveis. Os resultados mostram, assim, a ausência da perspectiva de género nas rotinas jornalísticas. Importa, portanto, apostar em práticas feministizadas no sentido da promoção de discursos emancipatórios, heterogéneos e inclusivos; da valorização de temáticas referentes ou que envolvem mulheres – como, por exemplo, a feminização do VIH/SIDA; da credibilização das mulheres como fontes de informação; e da erradicação do patriarcado que reveste as relações de poder.