Publicação
Princípios de racionalização energética na arquitectura vernacular
| Resumo: | A arquitectura vernacular caracteriza-se por materializar formalmente uma pluralidade de condicionalismos – geográficos, climáticos e económicos – dos locais onde se insere. Estas implicações traduzem-se na diferenciação regional das estratégias usadas para mitigar os efeitos do clima. Apesar das condições de conforto destas construções não se enquadrarem nos parâmetros actuais, as estratégias adoptadas apresentam potencial de evolução e adaptação à contemporaneidade. Na altura, a fragilidade económica de grande parte das famílias levava à adopção de soluções pragmáticas e de profunda racionalização dos recursos disponíveis. O abandono destas abordagens arquitectónicas em detrimento de uma arquitectura universal baseada em materiais industriais, desarraigada do seu meio, levou a um tipo de construção muito dependente de energia para se garantirem os requisitos de conforto dos ocupantes. Num momento de viragem, promovido pelos actuais contextos ambiental e económico, em que se procuram formas de energia mais limpas e edifícios mais eficientes, é pertinente voltar ao passado para estudar e compreender estas formas de construção intrínsecas ao lugar, com o intuito de adaptar e desenvolver as suas mais-valias na descoberta das formas do futuro. |
|---|---|
| Autores principais: | Fernandes, J. |
| Outros Autores: | Mateus, Ricardo |
| Assunto: | Arquitetura vernacular Arquitetura popular Eficiência energética Arquitetura passiva |
| Ano: | 2012 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | comunicação em conferência |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | A arquitectura vernacular caracteriza-se por materializar formalmente uma pluralidade de condicionalismos – geográficos, climáticos e económicos – dos locais onde se insere. Estas implicações traduzem-se na diferenciação regional das estratégias usadas para mitigar os efeitos do clima. Apesar das condições de conforto destas construções não se enquadrarem nos parâmetros actuais, as estratégias adoptadas apresentam potencial de evolução e adaptação à contemporaneidade. Na altura, a fragilidade económica de grande parte das famílias levava à adopção de soluções pragmáticas e de profunda racionalização dos recursos disponíveis. O abandono destas abordagens arquitectónicas em detrimento de uma arquitectura universal baseada em materiais industriais, desarraigada do seu meio, levou a um tipo de construção muito dependente de energia para se garantirem os requisitos de conforto dos ocupantes. Num momento de viragem, promovido pelos actuais contextos ambiental e económico, em que se procuram formas de energia mais limpas e edifícios mais eficientes, é pertinente voltar ao passado para estudar e compreender estas formas de construção intrínsecas ao lugar, com o intuito de adaptar e desenvolver as suas mais-valias na descoberta das formas do futuro. |
|---|