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A participação dos alunos nas decisões escolares para uma cidadania democrática, na escola pública. Um estudo de caso num agrupamento de escolas

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Esta dissertação analisa a participação dos estudantes na escola pública portuguesa, com foco no Agrupamento M, situado no interior do distrito do Porto. Motivada pelo silêncio institucional e pela invisibilidade das vozes juvenis nos processos de decisão, a investigação questiona os limites e potencialidades da participação estudantil como prática democrática. A abordagem sociológica crítica e interpretativa, sustentada por metodologia qualitativa, recorreu à análise documental, entrevistas, focus group e diário de bordo reflexivo. Foram explorados dispositivos formais (Conselho Geral, Associação de Estudantes) e espaços informais de expressão política (corredores, debates espontâneos, assembleias improvisadas). A análise empírica considera variáveis como o contexto socioeconómico dos alunos, perfis das listas candidatas, papel dos encarregados de educação e resultados eleitorais por curso e ciclo. Os dados revelam tensões entre a retórica institucional e a vivência real da participação. Organizada em três eixos — enquadramento teórico-histórico, metodologia e análise dos dados — a dissertação traça um diagnóstico da democracia escolar, defendendo a escola como espaço de cidadania ativa, escuta e construção coletiva. Inserida no campo da Administração Educacional, a investigação problematiza os modelos de governação e os dispositivos institucionais que regulam a participação estudantil. Defende-se que democratizar a escola exige reconfigurar práticas organizativas, promovendo estruturas inclusivas e deliberativas que reconheçam os estudantes como agentes políticos. Neste sentido, a investigação inscreve-se no campo da Administração Educacional, ao problematizar os modelos de governação educativa e os dispositivos institucionais que regulam a participação dos alunos. Através desta lente teórica, defende-se que a democratização da escola exige uma reconfiguração das práticas organizativas, promovendo estruturas mais inclusivas e deliberativas, capazes de reconhecer os estudantes como agentes políticos no quotidiano escolar.
Autores principais:Ferreira, Tiago Alexandre de Aboim e Sá
Assunto:Associativismo Cidadania Democrática Democracia Organização Escolar Participação Juvenil Associationism Democratic Citizenship Democracy School Organization Youth Participation
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Esta dissertação analisa a participação dos estudantes na escola pública portuguesa, com foco no Agrupamento M, situado no interior do distrito do Porto. Motivada pelo silêncio institucional e pela invisibilidade das vozes juvenis nos processos de decisão, a investigação questiona os limites e potencialidades da participação estudantil como prática democrática. A abordagem sociológica crítica e interpretativa, sustentada por metodologia qualitativa, recorreu à análise documental, entrevistas, focus group e diário de bordo reflexivo. Foram explorados dispositivos formais (Conselho Geral, Associação de Estudantes) e espaços informais de expressão política (corredores, debates espontâneos, assembleias improvisadas). A análise empírica considera variáveis como o contexto socioeconómico dos alunos, perfis das listas candidatas, papel dos encarregados de educação e resultados eleitorais por curso e ciclo. Os dados revelam tensões entre a retórica institucional e a vivência real da participação. Organizada em três eixos — enquadramento teórico-histórico, metodologia e análise dos dados — a dissertação traça um diagnóstico da democracia escolar, defendendo a escola como espaço de cidadania ativa, escuta e construção coletiva. Inserida no campo da Administração Educacional, a investigação problematiza os modelos de governação e os dispositivos institucionais que regulam a participação estudantil. Defende-se que democratizar a escola exige reconfigurar práticas organizativas, promovendo estruturas inclusivas e deliberativas que reconheçam os estudantes como agentes políticos. Neste sentido, a investigação inscreve-se no campo da Administração Educacional, ao problematizar os modelos de governação educativa e os dispositivos institucionais que regulam a participação dos alunos. Através desta lente teórica, defende-se que a democratização da escola exige uma reconfiguração das práticas organizativas, promovendo estruturas mais inclusivas e deliberativas, capazes de reconhecer os estudantes como agentes políticos no quotidiano escolar.