Publicação
Proposta de valorização do vale do Rabagão. Catalogação da paisagem na Idade do Ferro ao Período Romano
| Resumo: | O objetivo do estudo elaborado nesta dissertação de mestrado focou-se primordialmente na tentativa de aproximação da realidade territorial e paisagística dos sítios da Idade do Ferro e do Período Romano, no vale do Rabagão, e a sua influência no NO da Península Ibérica. Posto isto, atuamos através da metodologia da Arqueologia da Paisagem (ArPA) cruzando as ferramentas mais tradicionais (como as visitas aos locais, à acumulação de extensas referências bibliográficas e o trabalho de gabinete) com as novas tecnologias geoespaciais, como os Sistemas de Informação Geográficos (SIG). Esta prática metodológica permitiu reunir um conjunto de dados essenciais para que pudéssemos responder aos objetivos que colocamos. Através desse quadro conceptual e metodológico foi possível identificar 24 sítios arqueológicos distribuídos por zonas distintas do vale do Rabagão entre a Idade do Ferro e o Período Romano, verificando-se assim, um elevado grau de ocupação no território estudado. Simultaneamente, foi possível identificar um conjunto diversificado de elementos, como miliários, secções da Via XVII, locais de extração mineira, ou até mesmo achados isolados que remontam para a baliza cronológica estudada, fortalecendo assim, a mancha de ocupação dessas sociedades. Com a acumulação destes dados, foi possível perceber que os locais do período da Idade do Ferro estabeleceram-se maioritariamente na margem esquerda do rio (9) – sendo dois deles possivelmente centrais –, enquanto todos os sítios do período romano (6) procuram a margem direita. Esta mudança de posicionamento revela uma distinta estratégia de ocupação do território, certamente relacionadas às mudanças nas necessidades e os interesses destas comunidades. A georreferenciação das vias secundárias associadas à Via XVII, os sítios, e as zonas de mineração, indicam uma nova dinâmica económica, administrativa e populacional, graças à complexidade do povoamento visível no Rabagão na transição da era. A aquisição dos dados permitiu verificar o estado de abandono dos sítios estudados, o que nos levou a criar o Roteiro Arqueológico do Vale do Rabagão (RAVR), com o intuito de sensibilizar as pessoas sobre o património do Rabagão, mas também promover as qualidades turísticas que o vale oferece. Paralelamente, para combater o abandono dos sítios, criou-se a associação ‘BulirEventos’, onde o objetivo principal é a realização de eventos socioculturais nos locais estudados, procedendo à limpeza dos mesmos com as entidades locais e perpetuando o sentimento de pertença das comunidades com os sítios. |
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| Autores principais: | Dias, Bruno Filipe Poças |
| Assunto: | Arqueologia da Paisagem Romanização Rede viária Landscape Archaeology Romanization Road system |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | O objetivo do estudo elaborado nesta dissertação de mestrado focou-se primordialmente na tentativa de aproximação da realidade territorial e paisagística dos sítios da Idade do Ferro e do Período Romano, no vale do Rabagão, e a sua influência no NO da Península Ibérica. Posto isto, atuamos através da metodologia da Arqueologia da Paisagem (ArPA) cruzando as ferramentas mais tradicionais (como as visitas aos locais, à acumulação de extensas referências bibliográficas e o trabalho de gabinete) com as novas tecnologias geoespaciais, como os Sistemas de Informação Geográficos (SIG). Esta prática metodológica permitiu reunir um conjunto de dados essenciais para que pudéssemos responder aos objetivos que colocamos. Através desse quadro conceptual e metodológico foi possível identificar 24 sítios arqueológicos distribuídos por zonas distintas do vale do Rabagão entre a Idade do Ferro e o Período Romano, verificando-se assim, um elevado grau de ocupação no território estudado. Simultaneamente, foi possível identificar um conjunto diversificado de elementos, como miliários, secções da Via XVII, locais de extração mineira, ou até mesmo achados isolados que remontam para a baliza cronológica estudada, fortalecendo assim, a mancha de ocupação dessas sociedades. Com a acumulação destes dados, foi possível perceber que os locais do período da Idade do Ferro estabeleceram-se maioritariamente na margem esquerda do rio (9) – sendo dois deles possivelmente centrais –, enquanto todos os sítios do período romano (6) procuram a margem direita. Esta mudança de posicionamento revela uma distinta estratégia de ocupação do território, certamente relacionadas às mudanças nas necessidades e os interesses destas comunidades. A georreferenciação das vias secundárias associadas à Via XVII, os sítios, e as zonas de mineração, indicam uma nova dinâmica económica, administrativa e populacional, graças à complexidade do povoamento visível no Rabagão na transição da era. A aquisição dos dados permitiu verificar o estado de abandono dos sítios estudados, o que nos levou a criar o Roteiro Arqueológico do Vale do Rabagão (RAVR), com o intuito de sensibilizar as pessoas sobre o património do Rabagão, mas também promover as qualidades turísticas que o vale oferece. Paralelamente, para combater o abandono dos sítios, criou-se a associação ‘BulirEventos’, onde o objetivo principal é a realização de eventos socioculturais nos locais estudados, procedendo à limpeza dos mesmos com as entidades locais e perpetuando o sentimento de pertença das comunidades com os sítios. |
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