Publicação
Animação e recursos digitais: potencialidades educativas do flanelógrafo digital
| Resumo: | A presente dissertação pretende integrar dinâmicas de animação sociocultural com o design participativo centrado no utilizador — as crianças do Pré-Escolar (PE). Ao apropriarem-se dos produtos da sua Era, estes nativos digitais jovens confrontam-se com desajustes entre materiais digitais e as suas necessidades e capacidades, em aspetos de usabilidade, responsabilização e segurança. Em Portugal, a educação PE mediada pelas Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC) tem dificuldades de implementação resultantes, essencialmente, da carência e desajuste dos recursos. Contudo, emergiram novos materiais de participação e colaboração, as interfaces tangíveis ou manipulativos digitais, que fazem face a este desajuste, por serem manipuláveis, de fácil manuseamento e combinarem propriedades digitais. Apesar pouco estudadas e aplicadas no contexto educativo podiam constituir uma possibilidade de aprendizagem informal, digital e colaborativa. Este estudo consistiu no projeto de desenvolvimento dum flanelógrafo tradicional numa interface tangível. O TALK, Training Autonomous Languages in Kindergarten, promove diferentes formas de expressão, entre elas a fluência digital das crianças do séc. XXI, demostrando ser possível incluir crianças em projetos participativos, na área das TIC, através do desenho de sistemas interativos. O estudo Animação e Recursos Digitais é único, pois as crianças foram protagonistas ativas desta atualização digital, partiu de dinâmicas de animação sociocultural, interação com diferentes recursos digitais, construção reflexiva de um material de aprendizagem, vivência de relações intergeracionais e partilha de saberes em momentos lúdicos e de bem-estar num projeto de design participativo. O TALK é a versão híbrida e digital de um livro de flanela usado para contar histórias a crianças ao Pré-Escolar. Se a versão comum permitia contar histórias usando a manipulação de figuras de tecido, a nova versão co-desenhada por crianças, permitelhes enriquecer histórias com a gravação da narrativa em áudio e vídeo e projeção num teatro de sombras. Nesta plataforma aberta o número de histórias a criar é o ilimitado. A criança dispõe das figuras (que podem ser construídas), mas também das mãos e do corpo. A ferramenta, em protótipo, foi desenhada à medida das suas capacidades, autonomia e interesses das crianças dando voz, cor, forma e movimento às suas histórias. O flanelógrafo digital foi avaliado e tornou-se um recurso mais útil ao Centro de Solidariedade Social de Valdozende (que participou no estudo), pois recria, avalia e partilha histórias ou outras atividades, inovando de modo multissensorial, o processo de documentação digital das aprendizagens e criações das crianças. |
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| Autores principais: | Medeiros, Maria Ana Salgado Miranda Vasconcelos Morais |
| Assunto: | Flanelógrafo Crianças Recursos digitais Animação Manipulativos digitais Design participativo TIC |
| Ano: | 2013 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | A presente dissertação pretende integrar dinâmicas de animação sociocultural com o design participativo centrado no utilizador — as crianças do Pré-Escolar (PE). Ao apropriarem-se dos produtos da sua Era, estes nativos digitais jovens confrontam-se com desajustes entre materiais digitais e as suas necessidades e capacidades, em aspetos de usabilidade, responsabilização e segurança. Em Portugal, a educação PE mediada pelas Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC) tem dificuldades de implementação resultantes, essencialmente, da carência e desajuste dos recursos. Contudo, emergiram novos materiais de participação e colaboração, as interfaces tangíveis ou manipulativos digitais, que fazem face a este desajuste, por serem manipuláveis, de fácil manuseamento e combinarem propriedades digitais. Apesar pouco estudadas e aplicadas no contexto educativo podiam constituir uma possibilidade de aprendizagem informal, digital e colaborativa. Este estudo consistiu no projeto de desenvolvimento dum flanelógrafo tradicional numa interface tangível. O TALK, Training Autonomous Languages in Kindergarten, promove diferentes formas de expressão, entre elas a fluência digital das crianças do séc. XXI, demostrando ser possível incluir crianças em projetos participativos, na área das TIC, através do desenho de sistemas interativos. O estudo Animação e Recursos Digitais é único, pois as crianças foram protagonistas ativas desta atualização digital, partiu de dinâmicas de animação sociocultural, interação com diferentes recursos digitais, construção reflexiva de um material de aprendizagem, vivência de relações intergeracionais e partilha de saberes em momentos lúdicos e de bem-estar num projeto de design participativo. O TALK é a versão híbrida e digital de um livro de flanela usado para contar histórias a crianças ao Pré-Escolar. Se a versão comum permitia contar histórias usando a manipulação de figuras de tecido, a nova versão co-desenhada por crianças, permitelhes enriquecer histórias com a gravação da narrativa em áudio e vídeo e projeção num teatro de sombras. Nesta plataforma aberta o número de histórias a criar é o ilimitado. A criança dispõe das figuras (que podem ser construídas), mas também das mãos e do corpo. A ferramenta, em protótipo, foi desenhada à medida das suas capacidades, autonomia e interesses das crianças dando voz, cor, forma e movimento às suas histórias. O flanelógrafo digital foi avaliado e tornou-se um recurso mais útil ao Centro de Solidariedade Social de Valdozende (que participou no estudo), pois recria, avalia e partilha histórias ou outras atividades, inovando de modo multissensorial, o processo de documentação digital das aprendizagens e criações das crianças. |
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