Publicação
As redes sociais pessoais das crianças em acolhimento residencial: o papel dos Centros de Acolhimento Temporário
| Resumo: | A presente dissertação visa aprofundar o conhecimento das redes sociais pessoais de crianças, de idades compreendidas entre os 6 e os 12 anos, com medida de acolhimento em instituição de curta duração. Mais especificamente, pretende-se: a) caracterizar as redes sociais pessoais destas crianças; b) aferir a importância que as instituições atribuem a essas redes sociais pessoais; e c) caracterizar as estratégias que desenvolvem no sentido de as promover. Parte-se da conceptualização de Rede Social Pessoal de Sluzki (1998), operacionalizada pelo "Instrumento de Avaliação da Rede Social Pessoal - Revisto" (IARSP-R) e respetivo "Mapa de Rede Social Pessoal", adaptados por Alarcão e Sousa (2007), e aprofundada mediante entrevista semiestruturada aos técnicos de quatro Centros de Acolhimento Temporário, que acolhem trinta e seis crianças na faixa etária definida. Os resultados desta investigação permitiram, a partir da perspetiva dos técnicos, caracterizar as redes sociais pessoais das crianças acolhidas como pequenas, coesas, mistas, demograficamente heterogéneas e multidimensionais/versáteis, com uma geografia próxima e uma presença diária nas suas vidas. Caracterizadas pela reciprocidade, proporcionam um elevado apoio emocional e companhia social à criança, em detrimento do apoio técnico e financeiro, manifestamente escassos ou inexistentes. Os centros de acolhimento temporário atribuem níveis de importância distintos à família, aos amigos/colegas de estudo, à instituição e à comunidade envolvente, sendo que o projeto de vida da criança funciona primordialmente como uma variável independente. As principais estratégias adotadas pelas instituições para promoverem as redes sociais pessoais das crianças envolvem o incentivo do relacionamento interpessoal, a primazia conferida ao projeto de vida como eixo organizador da intervenção, a planificação anual de atividades/eventos, facilitar oportunidades de vivências e experiências qualificadas e a articulação da dimensão social e educacional na promoção das redes. |
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| Autores principais: | Cepa, Celine Manuela Abreu de Sousa |
| Assunto: | Rede social pessoal Crianças Centro de acolhimento temporário Personal social network Children Residencial care |
| Ano: | 2011 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | A presente dissertação visa aprofundar o conhecimento das redes sociais pessoais de crianças, de idades compreendidas entre os 6 e os 12 anos, com medida de acolhimento em instituição de curta duração. Mais especificamente, pretende-se: a) caracterizar as redes sociais pessoais destas crianças; b) aferir a importância que as instituições atribuem a essas redes sociais pessoais; e c) caracterizar as estratégias que desenvolvem no sentido de as promover. Parte-se da conceptualização de Rede Social Pessoal de Sluzki (1998), operacionalizada pelo "Instrumento de Avaliação da Rede Social Pessoal - Revisto" (IARSP-R) e respetivo "Mapa de Rede Social Pessoal", adaptados por Alarcão e Sousa (2007), e aprofundada mediante entrevista semiestruturada aos técnicos de quatro Centros de Acolhimento Temporário, que acolhem trinta e seis crianças na faixa etária definida. Os resultados desta investigação permitiram, a partir da perspetiva dos técnicos, caracterizar as redes sociais pessoais das crianças acolhidas como pequenas, coesas, mistas, demograficamente heterogéneas e multidimensionais/versáteis, com uma geografia próxima e uma presença diária nas suas vidas. Caracterizadas pela reciprocidade, proporcionam um elevado apoio emocional e companhia social à criança, em detrimento do apoio técnico e financeiro, manifestamente escassos ou inexistentes. Os centros de acolhimento temporário atribuem níveis de importância distintos à família, aos amigos/colegas de estudo, à instituição e à comunidade envolvente, sendo que o projeto de vida da criança funciona primordialmente como uma variável independente. As principais estratégias adotadas pelas instituições para promoverem as redes sociais pessoais das crianças envolvem o incentivo do relacionamento interpessoal, a primazia conferida ao projeto de vida como eixo organizador da intervenção, a planificação anual de atividades/eventos, facilitar oportunidades de vivências e experiências qualificadas e a articulação da dimensão social e educacional na promoção das redes. |
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