Publicação
Avaliação da eficácia de diferentes estabilizadores do peróxido de hidrogénio no branqueamento de fibras celulósicas
| Resumo: | Pretendeu-se nesta dissertação desenvolver um processo de tratamento prévio, mais concretamente uma branqueação, tendo em vista a melhoria do processo, na empresa Riler Indústria Têxtil, S.A.. Para tal, procedeu-se à incorporação de novos estabilizadores no banho da meia branqueação do algodão, com o objetivo de avaliar a eficácia destes agentes químicos neste processo de tratamento, quer a nível do substrato têxtil, quer no procedimento industrial. Para efetuar a melhoria do processo de branqueamento, definiram-se duas etapas. Numa primeira fase, estudou-se e avaliou-se o processo produzido na empresa. Esta etapa teve como principal objetivo aprender como funciona o processo de branqueio numa unidade industrial, em grande escala. Após compreendido o processo de produção do substrato têxtil realizou-se um branqueio conforme a receita utilizada na empresa. Outro dos objetivos nesta primeira etapa foi reproduzir o processo de branqueamento efetuado na empresa e controlá-lo à escala laboratorial. A segunda etapa foi realizada no laboratório da Universidade do Minho, onde foram testados outros estabilizadores, cedidos gentilmente pela empresa Riler Indústria Têxtil, S.A., no branqueio de um tecido 100% algodão, vulgarmente conhecido por tecido turco ou felpo. A constituição é diferente em todos os estabilizadores, sendo o Toxal 17N o único constituído apenas por compostos orgânicos. O Toxesperse Roll tem na sua constituição silicatos e o Toxal H2O2 é uma mistura de compostos orgânicos e silicatos. Neste trabalho foi avaliada a decomposição de peróxido de hidrogénio, o grau de branco, as propriedades de hidrofilidade e mecânicas no processo de branqueamento do algodão A avaliação dos resultados obtidos, no que diz respeito à decomposição do peróxido de hidrogénio ao longo do processo de branqueamento, foi realizada de acordo com o procedimento descrito na norma AATCC Test Method 102-2002. A avaliação do grau de branco foi efetuada durante o processo, ao fim de 10, 20, 30,40, 50 e 60 minutos. Para avaliar a hidrofilidade do algodão, procedeu-se à determinação do ângulo de contacto. Por fim, para analisar as propriedades mecânicas, realizou-se o teste da resistência à tração à teia e à trama. Analisando os resultados obtidos após a realização do procedimento descrito na norma AATCC Test Method 102-2002, pode concluir-se que o uso de estabilizador efetivamente reduziu a velocidade de composição do peróxido de hidrogénio. Aos 60 minutos pode-se observar que os estabilizadores Toxesperse Roll e o Toxal 22 destacam-se como sendo bons retardadores na decomposição do peróxido de hidrogénio em relação aos restantes. Em relação à hidrofilidade, constatou-se que o estabilizador Toxesperse Roll se revelou ser o mais eficaz, tornando o felpo mais hidrofílo (59º) em relação ao estabilizador usado na empresa, o Ruco-Flow AIL ( 78,9º), tal como os restantes estudados o Toxal 22 (71,5º) e o Toxal 17N (71,19º). Quanto ao grau de branco, observou-se que o substrato branqueado com Toxesperse Roll apresenta um valor de 65,54 na escala de Berger, tal como o Ruco-Flow AIL (65,89), enquanto que os estabilizadores Toxal 22 e o Toxal 17N apresentam valores ligeiramente inferiores sendo respetivamente de 64,09 e de 64,07. No que diz respeito às propriedades mecânicas pode-se dizer que a resistência à tração no sentido da trama aumenta com o uso do Toxesperse Roll (401,5 N) apesar de não ser o estabilizador mais eficaz. O estabilizador usado pela empresa, o Ruco-Flow AIL e o Toxal 22 apresentam maior eficácia sobre esta propriedade, obtendo-se uma força de rutura média de 461,89N e 457,5N respetivamente. Pelo contrário o Toxal 17N é o estabilizador menos eficaz obtendo-se uma força de rutura média de 372,7N. Em relação ao alongamento pode-se concluir que o uso de estabilizador melhora esta propriedade, apesar de não ser o mais eficaz, tal como na resistência à tração. Em suma pode-se concluir que, o Toxesperse Roll pode ser uma alternativa ao uso do Ruco-Flow AIL uma vez que aos 60 minutos de branqueamento este estabilizador se mostra dos mais eficazes na diminuição da velocidade de decomposição do peróxido de hidrogénio. Por outro lado, o Toxesprese Roll proporciona uma maior hidrofilidade ao algodão durante o processo de branqueamento. Em relação ao grau de branco também proporciona um valor idêntico ao evidenciado pelo Ruco-Flow AIL. No que diz respeito às propriedades mecânicas, apesar de o Ruco – Flow AIL apresentar forças de rotura superiores no sentido da trama, o estabilizador proporciona ao algodão uma resistência aceitável após o branqueamento. |
|---|---|
| Autores principais: | Araújo, Soraia Patrícia da Cunha |
| Assunto: | Engenharia e Tecnologia::Outras Engenharias e Tecnologias |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Pretendeu-se nesta dissertação desenvolver um processo de tratamento prévio, mais concretamente uma branqueação, tendo em vista a melhoria do processo, na empresa Riler Indústria Têxtil, S.A.. Para tal, procedeu-se à incorporação de novos estabilizadores no banho da meia branqueação do algodão, com o objetivo de avaliar a eficácia destes agentes químicos neste processo de tratamento, quer a nível do substrato têxtil, quer no procedimento industrial. Para efetuar a melhoria do processo de branqueamento, definiram-se duas etapas. Numa primeira fase, estudou-se e avaliou-se o processo produzido na empresa. Esta etapa teve como principal objetivo aprender como funciona o processo de branqueio numa unidade industrial, em grande escala. Após compreendido o processo de produção do substrato têxtil realizou-se um branqueio conforme a receita utilizada na empresa. Outro dos objetivos nesta primeira etapa foi reproduzir o processo de branqueamento efetuado na empresa e controlá-lo à escala laboratorial. A segunda etapa foi realizada no laboratório da Universidade do Minho, onde foram testados outros estabilizadores, cedidos gentilmente pela empresa Riler Indústria Têxtil, S.A., no branqueio de um tecido 100% algodão, vulgarmente conhecido por tecido turco ou felpo. A constituição é diferente em todos os estabilizadores, sendo o Toxal 17N o único constituído apenas por compostos orgânicos. O Toxesperse Roll tem na sua constituição silicatos e o Toxal H2O2 é uma mistura de compostos orgânicos e silicatos. Neste trabalho foi avaliada a decomposição de peróxido de hidrogénio, o grau de branco, as propriedades de hidrofilidade e mecânicas no processo de branqueamento do algodão A avaliação dos resultados obtidos, no que diz respeito à decomposição do peróxido de hidrogénio ao longo do processo de branqueamento, foi realizada de acordo com o procedimento descrito na norma AATCC Test Method 102-2002. A avaliação do grau de branco foi efetuada durante o processo, ao fim de 10, 20, 30,40, 50 e 60 minutos. Para avaliar a hidrofilidade do algodão, procedeu-se à determinação do ângulo de contacto. Por fim, para analisar as propriedades mecânicas, realizou-se o teste da resistência à tração à teia e à trama. Analisando os resultados obtidos após a realização do procedimento descrito na norma AATCC Test Method 102-2002, pode concluir-se que o uso de estabilizador efetivamente reduziu a velocidade de composição do peróxido de hidrogénio. Aos 60 minutos pode-se observar que os estabilizadores Toxesperse Roll e o Toxal 22 destacam-se como sendo bons retardadores na decomposição do peróxido de hidrogénio em relação aos restantes. Em relação à hidrofilidade, constatou-se que o estabilizador Toxesperse Roll se revelou ser o mais eficaz, tornando o felpo mais hidrofílo (59º) em relação ao estabilizador usado na empresa, o Ruco-Flow AIL ( 78,9º), tal como os restantes estudados o Toxal 22 (71,5º) e o Toxal 17N (71,19º). Quanto ao grau de branco, observou-se que o substrato branqueado com Toxesperse Roll apresenta um valor de 65,54 na escala de Berger, tal como o Ruco-Flow AIL (65,89), enquanto que os estabilizadores Toxal 22 e o Toxal 17N apresentam valores ligeiramente inferiores sendo respetivamente de 64,09 e de 64,07. No que diz respeito às propriedades mecânicas pode-se dizer que a resistência à tração no sentido da trama aumenta com o uso do Toxesperse Roll (401,5 N) apesar de não ser o estabilizador mais eficaz. O estabilizador usado pela empresa, o Ruco-Flow AIL e o Toxal 22 apresentam maior eficácia sobre esta propriedade, obtendo-se uma força de rutura média de 461,89N e 457,5N respetivamente. Pelo contrário o Toxal 17N é o estabilizador menos eficaz obtendo-se uma força de rutura média de 372,7N. Em relação ao alongamento pode-se concluir que o uso de estabilizador melhora esta propriedade, apesar de não ser o mais eficaz, tal como na resistência à tração. Em suma pode-se concluir que, o Toxesperse Roll pode ser uma alternativa ao uso do Ruco-Flow AIL uma vez que aos 60 minutos de branqueamento este estabilizador se mostra dos mais eficazes na diminuição da velocidade de decomposição do peróxido de hidrogénio. Por outro lado, o Toxesprese Roll proporciona uma maior hidrofilidade ao algodão durante o processo de branqueamento. Em relação ao grau de branco também proporciona um valor idêntico ao evidenciado pelo Ruco-Flow AIL. No que diz respeito às propriedades mecânicas, apesar de o Ruco – Flow AIL apresentar forças de rotura superiores no sentido da trama, o estabilizador proporciona ao algodão uma resistência aceitável após o branqueamento. |
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