Publicação
Ciência, públicos e ambiente: o discurso “científico” dos movimentos de protesto ambiental
| Resumo: | Utilizando alguns dos instrumentos analítico-conceptuais pertencentes ao campo dos estudos sociais sobre a compreensão pública da ciência, nomeadamente aqueles que se identificam com uma perspectiva crítica ou “situada” acerca dos públicos da ciência, analisam-se os percursos, os discursos e as modalidades de acção de um movimento de protesto ambiental que teve o seu auge em Portugal nos últimos anos da década de 90 do século XX. Dá-se particular atenção à forma como esses actores sociais manuseiam selectivamente o conhecimento científico, integrando-o de uma forma descomprometida no repertório das suas competências. Afirma-se, neste sentido, ser este um processo que não só tende a equilibrar os recursos dos diferentes actores sociais envolvidos nos conflitos, como, pelo lado dos movimentos de protesto ambiental, alarga o âmbito tradicional dos seus recursos de acção, diversificando os níveis de mediação em que podem intervir, bem como as redes de interacção que ficam habilitados a construir. |
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| Autores principais: | Rodrigues, Maria Eugénia |
| Assunto: | Ciência Público Protesto ambiental Resíduos Incineracão |
| Ano: | 2002 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Utilizando alguns dos instrumentos analítico-conceptuais pertencentes ao campo dos estudos sociais sobre a compreensão pública da ciência, nomeadamente aqueles que se identificam com uma perspectiva crítica ou “situada” acerca dos públicos da ciência, analisam-se os percursos, os discursos e as modalidades de acção de um movimento de protesto ambiental que teve o seu auge em Portugal nos últimos anos da década de 90 do século XX. Dá-se particular atenção à forma como esses actores sociais manuseiam selectivamente o conhecimento científico, integrando-o de uma forma descomprometida no repertório das suas competências. Afirma-se, neste sentido, ser este um processo que não só tende a equilibrar os recursos dos diferentes actores sociais envolvidos nos conflitos, como, pelo lado dos movimentos de protesto ambiental, alarga o âmbito tradicional dos seus recursos de acção, diversificando os níveis de mediação em que podem intervir, bem como as redes de interacção que ficam habilitados a construir. |
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