Publicação
Entre a história no papel e o papel na história no âmbito das doenças mentais
| Resumo: | O presente trabalho é fruto de um rastreio literário somado às pegadas de uma pesquisa de campo realizada na Casa de Saúde do Bom Jesus, em Braga. Propõe uma reflexão acerca dos papéis sociais desempenhados por mulheres em tratamento de doenças mentais buscando acrescentar ao tratamento Ateliers de Histórias e Expressão Dramática, como via de acesso à uma tomada de consciência dos papéis desempenhados na história pessoal, através do reconhecimento de atitudes familiares com personagens das histórias literárias. Isto constitui o cerne de uma nova prática, onde cada indivíduo possa actuar de maneira activa no seu tratamento, revisitando e re-significando papéis por vezes exercidos de maneira ‘automática’ sem a clareza necessária que pede a lucidez. Caminhamos num constante entrelace através das linhas de Michel Foucault a contar a história da loucura e Erving Goffman a apresentar os (des)caminhos da institucionalização na vida das pessoas em tratamento. Também contamos com o contributo de Canguilhem acerca da noção de normalidade X patologia e Durkheim clarificando o caminho da compreensão do suicídio. Talcot Parsons emprestou-nos as noções de papel social necessárias à realização do trabalho prático envolvendo histórias e arte dramática, que contou com a contribuição de Gilbert Durand e Michel de Certeau, ao tempo em que Gilberto Freyre acenava para um lúcido entendimento do importante papel da Sociologia na conquista de um território mais humanizado na imensidão global da Medicina. Para tanto, adoptou-se uma metodologia qualitativa e a colecta de dados constou de observação participante. Apresentamos a importância das histórias literárias enquanto contributo ao tratamento à doença mental, a funcionarem como fontes de acesso às histórias humanas, oferecendo atenção e estabelecendo vínculo baseado na confiança, sinceridade e ética. |
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| Autores principais: | Freyre, Francisca Suassuna de Mello |
| Assunto: | Papel social Doenças mentais Histórias Rôle social Maladies mentales Histoires |
| Ano: | 2007 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | O presente trabalho é fruto de um rastreio literário somado às pegadas de uma pesquisa de campo realizada na Casa de Saúde do Bom Jesus, em Braga. Propõe uma reflexão acerca dos papéis sociais desempenhados por mulheres em tratamento de doenças mentais buscando acrescentar ao tratamento Ateliers de Histórias e Expressão Dramática, como via de acesso à uma tomada de consciência dos papéis desempenhados na história pessoal, através do reconhecimento de atitudes familiares com personagens das histórias literárias. Isto constitui o cerne de uma nova prática, onde cada indivíduo possa actuar de maneira activa no seu tratamento, revisitando e re-significando papéis por vezes exercidos de maneira ‘automática’ sem a clareza necessária que pede a lucidez. Caminhamos num constante entrelace através das linhas de Michel Foucault a contar a história da loucura e Erving Goffman a apresentar os (des)caminhos da institucionalização na vida das pessoas em tratamento. Também contamos com o contributo de Canguilhem acerca da noção de normalidade X patologia e Durkheim clarificando o caminho da compreensão do suicídio. Talcot Parsons emprestou-nos as noções de papel social necessárias à realização do trabalho prático envolvendo histórias e arte dramática, que contou com a contribuição de Gilbert Durand e Michel de Certeau, ao tempo em que Gilberto Freyre acenava para um lúcido entendimento do importante papel da Sociologia na conquista de um território mais humanizado na imensidão global da Medicina. Para tanto, adoptou-se uma metodologia qualitativa e a colecta de dados constou de observação participante. Apresentamos a importância das histórias literárias enquanto contributo ao tratamento à doença mental, a funcionarem como fontes de acesso às histórias humanas, oferecendo atenção e estabelecendo vínculo baseado na confiança, sinceridade e ética. |
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