Publicação
O género na primeira infância
| Resumo: | A condição de género e as desigualdades que o mesmo evidencia e consolida na sociedade atual apresentam-se como uma temática pertinente e merecedora de investigação. Neste sentido, enquanto educadora de infância, e tendo a oportunidade de observar e interagir diariamente com um grupo de crianças com 4 e 5 anos, de um jardim de infância da rede privada localizado no Porto, o principal objetivo deste trabalho é perceber de que forma a cultura e o contexto familiar e social em que elas estão inseridas afetam os seus comportamentos e perceções quanto aos direitos de meninas e meninos. Por outras palavras, pretende-se verificar a (in)existência de comportamentos e posturas das crianças quanto à (des)igualdade de género, e, perceber se resultam e espelham as interiorizações advindas do meio cultural, se já inculcadas. Será importante identificar também a presença/ausência de um espírito crítico nas crianças que as façam pensar nessas representações culturais. De facto, vários pré-conceitos são veiculados pelos adultos e agentes educativos, formais ou informais, até de modo inconsciente, que acabam por reforçar as desigualdades entre os dois sexos. Importa, então, observar de que modo as representações que as crianças têm relativamente aos seus modelos de referência se repercutem nas suas interações de pares durante o processo de socialização. Este trabalho considera-se numa vertente de intervenção social, pretendendo alertar para a disparidade entre a teoria e a prática. Na verdade, procura-se educar os mais novos no âmbito de uma sociedade justa e igualitária, mas o que se verifica é a reprodução de comportamentos estereotipados que adiam o alcance e o exercício de uma cidadania crítica ativa. Neste sentido, reveste-se de uma postura emancipatória, tendo em vista a consciencialização das próprias crianças para o facto de serem detentoras de direitos sociais, apoiando-se na autonomia, espírito crítico, no respeito pela voz do outro e na liberdade de expressão e opinião. Esta investigação vai decorrer com um grupo de crianças de 4 e 5 anos, num jardim de infância da rede privada sito no Porto. |
|---|---|
| Autores principais: | Mota, Anabela Ribeiro |
| Assunto: | Cultural Género Herança Infância Cultural Gender Inheritance Childhood |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | A condição de género e as desigualdades que o mesmo evidencia e consolida na sociedade atual apresentam-se como uma temática pertinente e merecedora de investigação. Neste sentido, enquanto educadora de infância, e tendo a oportunidade de observar e interagir diariamente com um grupo de crianças com 4 e 5 anos, de um jardim de infância da rede privada localizado no Porto, o principal objetivo deste trabalho é perceber de que forma a cultura e o contexto familiar e social em que elas estão inseridas afetam os seus comportamentos e perceções quanto aos direitos de meninas e meninos. Por outras palavras, pretende-se verificar a (in)existência de comportamentos e posturas das crianças quanto à (des)igualdade de género, e, perceber se resultam e espelham as interiorizações advindas do meio cultural, se já inculcadas. Será importante identificar também a presença/ausência de um espírito crítico nas crianças que as façam pensar nessas representações culturais. De facto, vários pré-conceitos são veiculados pelos adultos e agentes educativos, formais ou informais, até de modo inconsciente, que acabam por reforçar as desigualdades entre os dois sexos. Importa, então, observar de que modo as representações que as crianças têm relativamente aos seus modelos de referência se repercutem nas suas interações de pares durante o processo de socialização. Este trabalho considera-se numa vertente de intervenção social, pretendendo alertar para a disparidade entre a teoria e a prática. Na verdade, procura-se educar os mais novos no âmbito de uma sociedade justa e igualitária, mas o que se verifica é a reprodução de comportamentos estereotipados que adiam o alcance e o exercício de uma cidadania crítica ativa. Neste sentido, reveste-se de uma postura emancipatória, tendo em vista a consciencialização das próprias crianças para o facto de serem detentoras de direitos sociais, apoiando-se na autonomia, espírito crítico, no respeito pela voz do outro e na liberdade de expressão e opinião. Esta investigação vai decorrer com um grupo de crianças de 4 e 5 anos, num jardim de infância da rede privada sito no Porto. |
|---|