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Para além da farda: a militarização da juventude portuguesa no Estado Novo

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Este artigo analisa a militarização da juventude portuguesa durante o Estado Novo, com foco no papel da farda da Mocidade Portuguesa como instrumento de propaganda e controlo. Através de uma abordagem histórica e sociológica, o estudo examina a criação, os objetivos e a organização da Mocidade Portuguesa, e descreve e interpreta a sua farda, explorando o seu simbolismo e as influências militares presentes na sua conceção. A análise revela como a farda funcionou como um instrumento de propaganda e controlo, contribuindo para a construção de uma identidade coletiva e para a inculcação de valores como a disciplina, a obediência e o espírito de sacrifício. O estudo compara a Mocidade Portuguesa com outras organizações juvenis da época, como a Juventude Hitleriana, as Juventudes Falangistas e a Opera Nazionale Balilla, e analisa as especificidades da Mocidade Portuguesa Feminina, demonstrando como a organização reforçava os papéis de género tradicionais. Conclui-se que a Mocidade Portuguesa e a sua farda constituíram instrumentos eficazes na estratégia de controlo e doutrinação do Estado Novo, contribuindo para a militarização da juventude e para a construção de uma identidade nacional autoritária.
Autores principais:Duarte, Josué
Outros Autores:Mota-Ribeiro, Silvana
Assunto:Mocidade Portuguesa Estado Novo Farda Semiótica Controlo social Uniform Semiotics Social control
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Este artigo analisa a militarização da juventude portuguesa durante o Estado Novo, com foco no papel da farda da Mocidade Portuguesa como instrumento de propaganda e controlo. Através de uma abordagem histórica e sociológica, o estudo examina a criação, os objetivos e a organização da Mocidade Portuguesa, e descreve e interpreta a sua farda, explorando o seu simbolismo e as influências militares presentes na sua conceção. A análise revela como a farda funcionou como um instrumento de propaganda e controlo, contribuindo para a construção de uma identidade coletiva e para a inculcação de valores como a disciplina, a obediência e o espírito de sacrifício. O estudo compara a Mocidade Portuguesa com outras organizações juvenis da época, como a Juventude Hitleriana, as Juventudes Falangistas e a Opera Nazionale Balilla, e analisa as especificidades da Mocidade Portuguesa Feminina, demonstrando como a organização reforçava os papéis de género tradicionais. Conclui-se que a Mocidade Portuguesa e a sua farda constituíram instrumentos eficazes na estratégia de controlo e doutrinação do Estado Novo, contribuindo para a militarização da juventude e para a construção de uma identidade nacional autoritária.