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O direito ao sucesso: participação da comunidade e inovação em práticas socioeducativas orientadas para a superação do insucesso e abandono escolar

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Enquadrada por um projeto mais amplo, financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia, e que se debruça sobre a análise de práticas, vozes e percursos de superação do insucesso e abandono escolar, esta comunicação propõe-se discutir fatores que suportam a construção de práticas socioeducativas inclusivas – ou seja, aquelas que potenciam a interrupção da espiral negativa insucesso-abandono – e que suportam a remobilização de jovens para o sucesso. A base empírica desta comunicação é um estudo multi-caso de onze práticas socioeducativas, desenvolvidas em quatro municípios portugueses, focado na análise da intervenção sobre o insucesso e abandono escolar, que mapeia os pontos de vista de atores institucionais envolvidos em projetos enquadrados por dois programas de intervenção de âmbito nacional. Estes atores identificam e caracterizam práticas socioeducativas bem-sucedidas, contribuindo para a compreensão dos processos, lógicas e parcerias que as sustentam. Esta comunicação pretende aprofundar a discussão sobre o direito à educação, especificamente a promoção da assiduidade e a redução das taxas de abandono (artigo 28.º da Convenção sobre os Direitos da Criança), bem como o papel da educação no fomento da igualdade com identidade, valorizando a(s) cultura(s) de origem dos jovens e a sua participação na comunidade (artigo 29.º da CDC). Pretendemos perceber de que forma(s) é que a atenção aos Direitos da Criança se traduz, por exemplo, em formas de participação ou num esforço para negociar a identidade comunitária e cultural dos jovens em práticas socioeducativas quotidianas, ou até num reforço dos recursos disponíveis para a melhoria das aprendizagens. Integraremos nesta discussão algumas reflexões sobre aspetos inovadores destas práticas socioeducativas, bem como sobre a participação de pais/famílias e comunidade na promoção do sucesso educativo de crianças e jovens, com base na análise qualitativa e quantitativa dos resultados obtidos na primeira fase de recolha de dados (2016-2017), realizada através de entrevistas semi-diretivas e análise documental/estatística.
Autores principais:Lúcio, Joana
Outros Autores:Antunes, Fátima
Assunto:Educação inclusiva Práticas socioeducativas Insucesso escolar Abandono escolar Direitos da criança
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:outro
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Enquadrada por um projeto mais amplo, financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia, e que se debruça sobre a análise de práticas, vozes e percursos de superação do insucesso e abandono escolar, esta comunicação propõe-se discutir fatores que suportam a construção de práticas socioeducativas inclusivas – ou seja, aquelas que potenciam a interrupção da espiral negativa insucesso-abandono – e que suportam a remobilização de jovens para o sucesso. A base empírica desta comunicação é um estudo multi-caso de onze práticas socioeducativas, desenvolvidas em quatro municípios portugueses, focado na análise da intervenção sobre o insucesso e abandono escolar, que mapeia os pontos de vista de atores institucionais envolvidos em projetos enquadrados por dois programas de intervenção de âmbito nacional. Estes atores identificam e caracterizam práticas socioeducativas bem-sucedidas, contribuindo para a compreensão dos processos, lógicas e parcerias que as sustentam. Esta comunicação pretende aprofundar a discussão sobre o direito à educação, especificamente a promoção da assiduidade e a redução das taxas de abandono (artigo 28.º da Convenção sobre os Direitos da Criança), bem como o papel da educação no fomento da igualdade com identidade, valorizando a(s) cultura(s) de origem dos jovens e a sua participação na comunidade (artigo 29.º da CDC). Pretendemos perceber de que forma(s) é que a atenção aos Direitos da Criança se traduz, por exemplo, em formas de participação ou num esforço para negociar a identidade comunitária e cultural dos jovens em práticas socioeducativas quotidianas, ou até num reforço dos recursos disponíveis para a melhoria das aprendizagens. Integraremos nesta discussão algumas reflexões sobre aspetos inovadores destas práticas socioeducativas, bem como sobre a participação de pais/famílias e comunidade na promoção do sucesso educativo de crianças e jovens, com base na análise qualitativa e quantitativa dos resultados obtidos na primeira fase de recolha de dados (2016-2017), realizada através de entrevistas semi-diretivas e análise documental/estatística.