Publicação
Caracterização de bacteriófagos de Proteus mirabilis e avaliação da sua eficácia em biofilmes
| Resumo: | As infeções urinárias associadas a cateteres são bastante comuns em pacientes com longos períodos de cateterização urinária. Estas ocorrem devido a incrustações e obstruções dos cateteres por cristais e biofilmes microbianos, sendo a bactéria Proteus mirabilis uma das mais problemáticas. A utilização de bacteriófagos no combate a infeções bacterianas é vantajosa devido à sua especificidade, não destruindo bactérias da flora natural do hospedeiro. Este trabalho descreve a caracterização de dois novos fagos de P. mirabilis, vB_PmiP_CEB5460 e vB_PmiM_CEB5461, e a avaliação da sua capacidade de adsorção ao silicone, uma superfície polimérica recorrentemente utilizada na cateterização. Posteriormente, foi avaliado o efeito das superfícies revestidas com fago na prevenção da formação de biofilmes pela espécie P. mirabilis. Os fagos vB_PmiP_CEB5460 e vB_PmiM_CEB5461 apresentam características morfológicas diferentes e mostraram-se específicos para esta espécie. Os dois fagos possuem um espetro lítico alargado sendo o do fago vB_PmiM_CEB5461 ligeiramente superior. Verificou-se que o revestimento de superfícies de silicone com partículas fágicas não compromete a viabilidade dos fagos. A não funcionalização prévia da superfície resultou numa maior concentração de fagos na superfície, em particular do fago vB_PmiP_CEB5460, e também num revestimento mais estável. Estirpes de P. mirabilis com elevada capacidade de formação de biofilme foram usadas em ensaios de prevenção da formação de biofilme, tendo-se avaliado a eficácia dos fagos utilizando dois modelos diferentes (estático e contínuo). Em modelo estático foi observada uma ligeira redução, em especial após 48 horas de formação de biofilme. Já em modelo contínuo, apesar de ser visível uma tendência para a redução da população viável do biofilme, não foram observadas reduções estatisticamente significativas. Os resultados desta tese mostram que o revestimento de superfícies com fagos pode ter algum efeito preventivo na formação de biofilme; no entanto, novos estudos devem ser feitos em condições dinâmicas para aferir o verdadeiro potencial desta abordagem. |
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| Autores principais: | Veiga, Patrícia Isabel Martins |
| Assunto: | Engenharia e Tecnologia::Biotecnologia Industrial |
| Ano: | 2014 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | As infeções urinárias associadas a cateteres são bastante comuns em pacientes com longos períodos de cateterização urinária. Estas ocorrem devido a incrustações e obstruções dos cateteres por cristais e biofilmes microbianos, sendo a bactéria Proteus mirabilis uma das mais problemáticas. A utilização de bacteriófagos no combate a infeções bacterianas é vantajosa devido à sua especificidade, não destruindo bactérias da flora natural do hospedeiro. Este trabalho descreve a caracterização de dois novos fagos de P. mirabilis, vB_PmiP_CEB5460 e vB_PmiM_CEB5461, e a avaliação da sua capacidade de adsorção ao silicone, uma superfície polimérica recorrentemente utilizada na cateterização. Posteriormente, foi avaliado o efeito das superfícies revestidas com fago na prevenção da formação de biofilmes pela espécie P. mirabilis. Os fagos vB_PmiP_CEB5460 e vB_PmiM_CEB5461 apresentam características morfológicas diferentes e mostraram-se específicos para esta espécie. Os dois fagos possuem um espetro lítico alargado sendo o do fago vB_PmiM_CEB5461 ligeiramente superior. Verificou-se que o revestimento de superfícies de silicone com partículas fágicas não compromete a viabilidade dos fagos. A não funcionalização prévia da superfície resultou numa maior concentração de fagos na superfície, em particular do fago vB_PmiP_CEB5460, e também num revestimento mais estável. Estirpes de P. mirabilis com elevada capacidade de formação de biofilme foram usadas em ensaios de prevenção da formação de biofilme, tendo-se avaliado a eficácia dos fagos utilizando dois modelos diferentes (estático e contínuo). Em modelo estático foi observada uma ligeira redução, em especial após 48 horas de formação de biofilme. Já em modelo contínuo, apesar de ser visível uma tendência para a redução da população viável do biofilme, não foram observadas reduções estatisticamente significativas. Os resultados desta tese mostram que o revestimento de superfícies com fagos pode ter algum efeito preventivo na formação de biofilme; no entanto, novos estudos devem ser feitos em condições dinâmicas para aferir o verdadeiro potencial desta abordagem. |
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