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Gestão de águas subterrâneas destinadas à produção de água para consumo humano: elaboração de um plano de exploração de água de nascente

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Resumo:O presente trabalho de investigação tem como objectivo principal a elaboração de um plano de exploração de uma captação de água de nascente destinada à indústria do engarrafamento. Neste sentido, foram realizados dois ensaios de caudal, para a determinação das características hidráulicas do aquífero e a avaliação da eficiência da captação. No decurso dos ensaios de caudal foram colhidas amostras de água para a quantificação da carga em suspensão, em função das condições de exploração. Por último, foram realizadas análises de difracção de raios X, para a caracterização mineralógica dos materiais retidos nos filtros. As fases mineralógicas identificadas por DRX englobam quartzo, feldspato potássico, plagioclase, moscovite e, em menor quantidade, minerais argilosos 2:1 (por ex: vermiculite, esmectite, interestratificados vermiculíticos) e 1:1 (caulinite), assim como, alguma goethite, entre os óxidos de ferro. Da interpretação dos dados obtidos nos ensaios de caudal obteve-se um valor de transmissividade de 5,9 m2/dia e constatou-se que a captação em estudo é uma captação eficiente, implantada num aquífero semi-confinado, sem perdas de carga significativas, a funcionar em regime laminar (n=1). Verificou-se que pequenas alterações no regime de extracção de água têm efeitos imediatos sobre os caudais de extracção e, consequentemente, sobre os rebaixamentos provocados e, em última análise, sobre a carga em suspensão. Uma vez que os caudais de extracção apresentam relações bem definidas, quer com os rebaixamentos do nível piezométrico, quer com as concentrações de sólidos suspensos, é de enorme importância o controlo das suas variações. Assim, de forma a eliminarem-se estes efeitos propõe-se a colocação de um depósito de recepção de água, com entrada da água pela parte superior. Os caudais de exploração deverão situar-se por volta dos 25 m3/h, para que a extracção de água ocorra sem grandes perdas de qualidade da mesma, isto é, sem arrastamento de consideráveis quantidades de sólidos suspensos. No caso das necessidades da unidade de engarrafamento obrigarem a um incremento do caudal de extracção, este não deverá exceder os 35 m3/h. Em todas as situações, recomenda-se que, uma vez iniciada a bombagem de água, se aguarde entre 70 minutos e 120 minutos sem aproveitamento de água para enchimento dos depósitos.
Autores principais:Barbosa, Susana
Ano:2010
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:O presente trabalho de investigação tem como objectivo principal a elaboração de um plano de exploração de uma captação de água de nascente destinada à indústria do engarrafamento. Neste sentido, foram realizados dois ensaios de caudal, para a determinação das características hidráulicas do aquífero e a avaliação da eficiência da captação. No decurso dos ensaios de caudal foram colhidas amostras de água para a quantificação da carga em suspensão, em função das condições de exploração. Por último, foram realizadas análises de difracção de raios X, para a caracterização mineralógica dos materiais retidos nos filtros. As fases mineralógicas identificadas por DRX englobam quartzo, feldspato potássico, plagioclase, moscovite e, em menor quantidade, minerais argilosos 2:1 (por ex: vermiculite, esmectite, interestratificados vermiculíticos) e 1:1 (caulinite), assim como, alguma goethite, entre os óxidos de ferro. Da interpretação dos dados obtidos nos ensaios de caudal obteve-se um valor de transmissividade de 5,9 m2/dia e constatou-se que a captação em estudo é uma captação eficiente, implantada num aquífero semi-confinado, sem perdas de carga significativas, a funcionar em regime laminar (n=1). Verificou-se que pequenas alterações no regime de extracção de água têm efeitos imediatos sobre os caudais de extracção e, consequentemente, sobre os rebaixamentos provocados e, em última análise, sobre a carga em suspensão. Uma vez que os caudais de extracção apresentam relações bem definidas, quer com os rebaixamentos do nível piezométrico, quer com as concentrações de sólidos suspensos, é de enorme importância o controlo das suas variações. Assim, de forma a eliminarem-se estes efeitos propõe-se a colocação de um depósito de recepção de água, com entrada da água pela parte superior. Os caudais de exploração deverão situar-se por volta dos 25 m3/h, para que a extracção de água ocorra sem grandes perdas de qualidade da mesma, isto é, sem arrastamento de consideráveis quantidades de sólidos suspensos. No caso das necessidades da unidade de engarrafamento obrigarem a um incremento do caudal de extracção, este não deverá exceder os 35 m3/h. Em todas as situações, recomenda-se que, uma vez iniciada a bombagem de água, se aguarde entre 70 minutos e 120 minutos sem aproveitamento de água para enchimento dos depósitos.