Publicação
O improviso teatral em tempos de pandemia: autonomia e afeto na comunidade educativa
| Resumo: | Esta pesquisa é uma defesa da importância do teatro no currículo e no quotidiano da educação e, mais especificamente, do improviso teatral nas escolas básicas do primeiro ciclo, em Portugal. Percebemos que a linguagem teatral ocupa pouco espaço na sociedade e está à margem na educação, mas que estamos em um momento de algumas iniciativas para a sua valorização. Trabalhamos com essa linguagem teatral, que se alimenta da incerteza e do não combinado, no contexto da pandemia gerada pelo novo Coronavírus, entre 2020 e 2022. Sendo esta uma investigação-ação, atuei como pesquisador, artista residente e professor. O público-alvo foram cem alunos do quarto ano de um agrupamento de escolas do norte do país. As ações efetivas nos campos da arte, da pedagogia e da investigação foram desenvolvidas com a aceitação dos acontecimentos, transformando-os no melhor possível para o momento e exercitando a noção e a experiência de esperança. Os conceitos de viver o presente e aprender pela experiência estão aqui associados à ideia de comunidade e flexibilização curricular. Mostramos que o improviso teatral pode contribuir para estabelecer um processo educativo profundo, com mais humanidade, referendados em experiências comunitárias e festivas baseadas no afeto. Os principais referenciais teóricos que amparam esta investigação vêm dos Estudos Culturais, com Raymond Williams, das Ciências Sociais, com Michel Maffesoli, Zygmunt Bauman e Moisés de Lemos Martins, do Teatro com Viola Spolin e Augusto Boal e, por fim, da Educação com Paulo Freire, José Miguel Braga F.de Sousa e José Pacheco. Organizamos princípios teórico-metodológicos, a partir dos caminhos percorridos e incentivamos a autoavaliação através dos diários de bordo criados pelos alunos, nomeados de Caderno Maravilha, mas também com o programa mensal na rádio da cidade, Improvisa-te na Educação, além de experiências formativas para professores e um Festival de Improviso Teatral, o que ajudou a levar o trabalho desenvolvido para fora dos muros da escola. Concluímos que a busca pela alegria, através do improviso teatral, no ambiente escolar, alimenta o vínculo afetivo entre os integrantes da comunidade educativa e favorece o ambiente para as mais diversas aprendizagens. Com alunos mais autores e menos reprodutores fortalecemos a autonomia, quer na vida, quer na escola. |
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| Autores principais: | Silva, Fabiano Assis da |
| Assunto: | Teatro de improviso Comunidade educativa Pandemia Autonomia Afeto Improv theater Educational community Pandemic Autonomy Affection |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Esta pesquisa é uma defesa da importância do teatro no currículo e no quotidiano da educação e, mais especificamente, do improviso teatral nas escolas básicas do primeiro ciclo, em Portugal. Percebemos que a linguagem teatral ocupa pouco espaço na sociedade e está à margem na educação, mas que estamos em um momento de algumas iniciativas para a sua valorização. Trabalhamos com essa linguagem teatral, que se alimenta da incerteza e do não combinado, no contexto da pandemia gerada pelo novo Coronavírus, entre 2020 e 2022. Sendo esta uma investigação-ação, atuei como pesquisador, artista residente e professor. O público-alvo foram cem alunos do quarto ano de um agrupamento de escolas do norte do país. As ações efetivas nos campos da arte, da pedagogia e da investigação foram desenvolvidas com a aceitação dos acontecimentos, transformando-os no melhor possível para o momento e exercitando a noção e a experiência de esperança. Os conceitos de viver o presente e aprender pela experiência estão aqui associados à ideia de comunidade e flexibilização curricular. Mostramos que o improviso teatral pode contribuir para estabelecer um processo educativo profundo, com mais humanidade, referendados em experiências comunitárias e festivas baseadas no afeto. Os principais referenciais teóricos que amparam esta investigação vêm dos Estudos Culturais, com Raymond Williams, das Ciências Sociais, com Michel Maffesoli, Zygmunt Bauman e Moisés de Lemos Martins, do Teatro com Viola Spolin e Augusto Boal e, por fim, da Educação com Paulo Freire, José Miguel Braga F.de Sousa e José Pacheco. Organizamos princípios teórico-metodológicos, a partir dos caminhos percorridos e incentivamos a autoavaliação através dos diários de bordo criados pelos alunos, nomeados de Caderno Maravilha, mas também com o programa mensal na rádio da cidade, Improvisa-te na Educação, além de experiências formativas para professores e um Festival de Improviso Teatral, o que ajudou a levar o trabalho desenvolvido para fora dos muros da escola. Concluímos que a busca pela alegria, através do improviso teatral, no ambiente escolar, alimenta o vínculo afetivo entre os integrantes da comunidade educativa e favorece o ambiente para as mais diversas aprendizagens. Com alunos mais autores e menos reprodutores fortalecemos a autonomia, quer na vida, quer na escola. |
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