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Arquitectura e território: o ensino como investigação

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Numa época em que as dicotomias tendem a persistir e a pressão na investigação se funda num modelo socioeconómico que a justifica, esta apresentação pretende refletir sobre o ensino como prática de investigação. Questionando-se a separação entre o ensinar e o investigar, reivindica-se a acuidade da sua interconexão na geração de conhecimento. A apresentação está estruturada em quatro partes: a) do não-saber; b) do tempo; c) da alteridade; da interconexão. Começa-se por discutir a relevância do não-saber para catalisar a invenção do conhecimento, assim o ensino não é um palco onde se expõe conhecimento, mas um laboratório de questionamento e descoberta; do tempo, reflete sobre a incerteza e a indeterminação dos processos de ensino-investigação, relembrando a sua relevância para além da pressão do tempo cronológico/quantitativo que agrilhoa a gestação do conhecimento; da alteridade, insiste na particularidade em mudança de cada ser, para a criação de conhecimento original; da interconexão reflete sobre a importância da relação entre o professor e o aluno, nomeadamente na orientação de teses, fundada em relações de confiança e generosidade plena. Como exemplo desta prática, apresenta-se o projeto em curso “On Being With-it” desenvolvido na Escola de Arquitectura da Universidade do Minho.
Autores principais:Silva, Cidália Maria Ferreira
Assunto:Humanidades::Artes
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:outro
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Numa época em que as dicotomias tendem a persistir e a pressão na investigação se funda num modelo socioeconómico que a justifica, esta apresentação pretende refletir sobre o ensino como prática de investigação. Questionando-se a separação entre o ensinar e o investigar, reivindica-se a acuidade da sua interconexão na geração de conhecimento. A apresentação está estruturada em quatro partes: a) do não-saber; b) do tempo; c) da alteridade; da interconexão. Começa-se por discutir a relevância do não-saber para catalisar a invenção do conhecimento, assim o ensino não é um palco onde se expõe conhecimento, mas um laboratório de questionamento e descoberta; do tempo, reflete sobre a incerteza e a indeterminação dos processos de ensino-investigação, relembrando a sua relevância para além da pressão do tempo cronológico/quantitativo que agrilhoa a gestação do conhecimento; da alteridade, insiste na particularidade em mudança de cada ser, para a criação de conhecimento original; da interconexão reflete sobre a importância da relação entre o professor e o aluno, nomeadamente na orientação de teses, fundada em relações de confiança e generosidade plena. Como exemplo desta prática, apresenta-se o projeto em curso “On Being With-it” desenvolvido na Escola de Arquitectura da Universidade do Minho.