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“Não é de génios que precisamos agora”, uma leitura crítica do texto de J. A. Coderch seguida de uma proposta de tradução

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Em Agosto de 1961 José Antonio Coderch de Sentmenat envia o texto “No son genios lo que necesitamos ahora” para Jaap Bakema em resposta a um questionário. Foi publicado na 3ª série da revista portuguesa Arquitectura, um mês após a sua publicação de estreia na italiana Domus. Durante esta série (1957-1974), foi o único texto divulgado integralmente que não passou pelo processo de tradução. Após quase seis décadas desde a sua primeira divulgação não encontramos uma publicação da tradução integral do texto para português. O objetivo principal desta dissertação passa pela realização de uma leitura crítica que complete e despiste algumas incoerências encontradas durante a leitura no processo de investigação - dos paradoxos em relação às línguas de publicação da Domus até à dissonância quanto à própria classificação do texto como manifesto. A leitura que apresentamos tem por base todo o contexto por detrás da escrita de J. A. Coderch, ao mesmo tempo que entramos na problemática da tradução lançando a nossa proposta em língua portuguesa, conjugando as diferentes versões publicadas. Assim a investigação, rastreamento e análise das publicações e republicações do texto ao longo do tempo nas várias geografias foram metodologias fundamentais para a construção desta dissertação - a imprensa escrita representou uma charneira de comunicação e reflexão dos modelos europeus que ao longo dos anos 1960 e 1970 tornaram menor a distância cultural entre os países. Hoje e à luz do nosso contexto ao lermos “No son genios lo que necesitamos ahora” inferimos a atualidade dos problemas que J. A. Coderch verificava à sessenta anos atrás, evidenciando-se sobretudo como um hino ao esforço, ao trabalho e à dedicação.
Autores principais:Fernandes, Rita Emília Ferreira
Assunto:Imprensa J. A. Coderch No son genios lo que necesitamos ahora Team 10 Tradução Press Translation
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Em Agosto de 1961 José Antonio Coderch de Sentmenat envia o texto “No son genios lo que necesitamos ahora” para Jaap Bakema em resposta a um questionário. Foi publicado na 3ª série da revista portuguesa Arquitectura, um mês após a sua publicação de estreia na italiana Domus. Durante esta série (1957-1974), foi o único texto divulgado integralmente que não passou pelo processo de tradução. Após quase seis décadas desde a sua primeira divulgação não encontramos uma publicação da tradução integral do texto para português. O objetivo principal desta dissertação passa pela realização de uma leitura crítica que complete e despiste algumas incoerências encontradas durante a leitura no processo de investigação - dos paradoxos em relação às línguas de publicação da Domus até à dissonância quanto à própria classificação do texto como manifesto. A leitura que apresentamos tem por base todo o contexto por detrás da escrita de J. A. Coderch, ao mesmo tempo que entramos na problemática da tradução lançando a nossa proposta em língua portuguesa, conjugando as diferentes versões publicadas. Assim a investigação, rastreamento e análise das publicações e republicações do texto ao longo do tempo nas várias geografias foram metodologias fundamentais para a construção desta dissertação - a imprensa escrita representou uma charneira de comunicação e reflexão dos modelos europeus que ao longo dos anos 1960 e 1970 tornaram menor a distância cultural entre os países. Hoje e à luz do nosso contexto ao lermos “No son genios lo que necesitamos ahora” inferimos a atualidade dos problemas que J. A. Coderch verificava à sessenta anos atrás, evidenciando-se sobretudo como um hino ao esforço, ao trabalho e à dedicação.