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Avaliação económica de medidas de eficiência energética no setor residencial, em Portugal

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Resumo:Esta dissertação tem como objetivo desenvolver uma metodologia Custo-Benefício que permita avaliar se as medidas presentes na Resolução do Conselho de Ministros n. º20/2013, de 10 de abril, que aprova o Plano Nacional de Ação para a Eficiência Energética (PNAEE) 2016, a nível dos edifícios residenciais, levam a reduções significativas no consumo de energia e nas emissões de CO2 equivalente (CO2eq.). Também se determina os custos associados à aplicação destas medidas. Para isso, foram desenvolvidos um cenário de Referência e um cenário PNAEE com medidas similares, e graus de eficiência diferentes. A análise Custo-Benefício recorre ao método de cálculo de indicadores financeiros, em específico, do Valor Atual Líquido (VAL). Calculam-se também os consumos energéticos e as emissões de CO2eq. Por último, realiza-se uma análise de sensibilidade aos preços das emissões de CO2eq. Foi possível concluir que em termos financeiros o cenário de Referência comporta-se de melhor forma, pois apresenta um VAL maior que o cenário PNAEE. Contrariamente, em termos de consumo energético e de emissões de CO2 eq., o cenário PNAEE tem melhores resultados, pois a aplicação das suas medidas apresenta uma redução de quase de 45% do consumo energético e das emissões de CO2eq. Por último, em relação às análises de sensibilidade ao preço das emissões, conclui-se que no cenário PNAEE, há uma redução nos custos de emissão, pois a quantidade de emissões é menor que as do cenário de Referência. Tenta-se com este trabalho contribuir para o aumento do conhecimento nesta temática, deixando para análises futuras os impactos das diferentes tipologias de habitações, e, ainda, a variabilidade metereológica, que extravasam o propósito desta tese. Concluímos assim que este plano o PNAEE tem um potencial de descarbonização muito próximo dos 45%, valor que ainda não tinha sido explicitamente calculado e analisado, e que faz com que seja possível atingir as metas do setor residencial e serviço previstas no Roteiro De Baixo Carbono de 2050.
Autores principais:Duarte, Susana Vanessa Rodrigues
Assunto:Análise custo-benefício Consumo energético Emissões de gases de efeito de estufa PNAEE Cost-benefit analysis Energy consumption Greenhouse gases emissions
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Esta dissertação tem como objetivo desenvolver uma metodologia Custo-Benefício que permita avaliar se as medidas presentes na Resolução do Conselho de Ministros n. º20/2013, de 10 de abril, que aprova o Plano Nacional de Ação para a Eficiência Energética (PNAEE) 2016, a nível dos edifícios residenciais, levam a reduções significativas no consumo de energia e nas emissões de CO2 equivalente (CO2eq.). Também se determina os custos associados à aplicação destas medidas. Para isso, foram desenvolvidos um cenário de Referência e um cenário PNAEE com medidas similares, e graus de eficiência diferentes. A análise Custo-Benefício recorre ao método de cálculo de indicadores financeiros, em específico, do Valor Atual Líquido (VAL). Calculam-se também os consumos energéticos e as emissões de CO2eq. Por último, realiza-se uma análise de sensibilidade aos preços das emissões de CO2eq. Foi possível concluir que em termos financeiros o cenário de Referência comporta-se de melhor forma, pois apresenta um VAL maior que o cenário PNAEE. Contrariamente, em termos de consumo energético e de emissões de CO2 eq., o cenário PNAEE tem melhores resultados, pois a aplicação das suas medidas apresenta uma redução de quase de 45% do consumo energético e das emissões de CO2eq. Por último, em relação às análises de sensibilidade ao preço das emissões, conclui-se que no cenário PNAEE, há uma redução nos custos de emissão, pois a quantidade de emissões é menor que as do cenário de Referência. Tenta-se com este trabalho contribuir para o aumento do conhecimento nesta temática, deixando para análises futuras os impactos das diferentes tipologias de habitações, e, ainda, a variabilidade metereológica, que extravasam o propósito desta tese. Concluímos assim que este plano o PNAEE tem um potencial de descarbonização muito próximo dos 45%, valor que ainda não tinha sido explicitamente calculado e analisado, e que faz com que seja possível atingir as metas do setor residencial e serviço previstas no Roteiro De Baixo Carbono de 2050.