Publicação
Cooperar para aprender: a aprendizagem cooperativa no ensino das ciências
| Resumo: | O presente estudo, realizado em contexto de sala de aula no âmbito da Prática de Ensino Supervisionada do Mestrado em Ensino do 1.º e do 2.º Ciclo do Ensino Básico, analisa a importância da aprendizagem cooperativa no ensino de ciências, uma vez que esta metodologia permite desenvolver um conjunto de competências sociais e cognitivas nos alunos, assim como a sua autonomia. Para tal definiram-se os seguintes objetivos de investigação: fomentar a aprendizagem cooperativa no ensino das ciências; proporcionar experiências de aprendizagem ativas e significativas; desenvolver a cooperação como alternativa à competição e ao individualismo; promover práticas de trabalho em grupo de modo a desenvolver a compreensão de conteúdos científicos de forma autónoma e responsável; proporcionar e verificar o desenvolvimento de competências nos alunos; e, por último, promover aprendizagens cooperativas que possam ser utilizadas na vida em sociedade. Deste modo, foi implementada uma intervenção pedagógica, com várias sessões, numa turma do 2.º e do 6.º ano com 26 e 27 alunos, respetivamente. Esta iniciou-se com uma reflexão em torno de alguns conceitos relativos ao ensino de ciências, no 1.º e no 2.º Ciclo do Ensino Básico, recorrendo ao trabalho em grupo para desenvolver nos alunos um amplo conjunto de competências. Posteriormente, fez-se a análise e a interpretação dos dados recolhidos através das grelhas de autoavaliação individual e do grupo, dos diários de aula, dos inquéritos por questionário e da análise documental. Através da investigação-ação pretendeu-se implementar uma prática de ensino cooperativo com vista a melhorar as aprendizagens dos alunos, construindo conhecimentos coletivamente. Assim, esta metodologia visa promover a melhoria das práticas educativas num processo cíclico de planificação, ação, observação e reflexão. Os resultados apresentados mostram que a implementação da aprendizagem cooperativa contribuiu para o desenvolvimento e melhoria das aprendizagens dos alunos das duas turmas nas aulas de ciências, bem como para o desenvolvimento de algumas competências importantes para o trabalho cooperativo e para a sua vida diária, uma vez que com este método de ensino o aluno torna-se o elemento central em todo o processo de ensino e de aprendizagem, e, por isso, mais envolvido nas atividades. |
|---|---|
| Autores principais: | Santos, Andreia Catarina Coelho dos |
| Assunto: | Ciências Sociais::Ciências da Educação |
| Ano: | 2014 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | O presente estudo, realizado em contexto de sala de aula no âmbito da Prática de Ensino Supervisionada do Mestrado em Ensino do 1.º e do 2.º Ciclo do Ensino Básico, analisa a importância da aprendizagem cooperativa no ensino de ciências, uma vez que esta metodologia permite desenvolver um conjunto de competências sociais e cognitivas nos alunos, assim como a sua autonomia. Para tal definiram-se os seguintes objetivos de investigação: fomentar a aprendizagem cooperativa no ensino das ciências; proporcionar experiências de aprendizagem ativas e significativas; desenvolver a cooperação como alternativa à competição e ao individualismo; promover práticas de trabalho em grupo de modo a desenvolver a compreensão de conteúdos científicos de forma autónoma e responsável; proporcionar e verificar o desenvolvimento de competências nos alunos; e, por último, promover aprendizagens cooperativas que possam ser utilizadas na vida em sociedade. Deste modo, foi implementada uma intervenção pedagógica, com várias sessões, numa turma do 2.º e do 6.º ano com 26 e 27 alunos, respetivamente. Esta iniciou-se com uma reflexão em torno de alguns conceitos relativos ao ensino de ciências, no 1.º e no 2.º Ciclo do Ensino Básico, recorrendo ao trabalho em grupo para desenvolver nos alunos um amplo conjunto de competências. Posteriormente, fez-se a análise e a interpretação dos dados recolhidos através das grelhas de autoavaliação individual e do grupo, dos diários de aula, dos inquéritos por questionário e da análise documental. Através da investigação-ação pretendeu-se implementar uma prática de ensino cooperativo com vista a melhorar as aprendizagens dos alunos, construindo conhecimentos coletivamente. Assim, esta metodologia visa promover a melhoria das práticas educativas num processo cíclico de planificação, ação, observação e reflexão. Os resultados apresentados mostram que a implementação da aprendizagem cooperativa contribuiu para o desenvolvimento e melhoria das aprendizagens dos alunos das duas turmas nas aulas de ciências, bem como para o desenvolvimento de algumas competências importantes para o trabalho cooperativo e para a sua vida diária, uma vez que com este método de ensino o aluno torna-se o elemento central em todo o processo de ensino e de aprendizagem, e, por isso, mais envolvido nas atividades. |
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