Publicação
Reabilitação energética de edifícios residenciais: propostas de intervenção numa perspetiva de otimização da relação custo - benefício
| Resumo: | Durante séculos o homem dependeu de fontes de energia renováveis como os moinhos de vento e de água, a utilização da madeira e animais e a própria mão-de-obra humana. A partir da Revolução Industrial (século XIX) essas fontes deixaram de ser suficientes e verificou-se um crescimento da dependência energética da humanidade. O consumo energético tem vindo a agravar-se desde então, sendo o setor dos edifícios um dos mais consumidores. Com o crescimento deste setor o seu consumo energético tem aumentado, sendo, na UE, 40% de toda a energia consumida. Devido a este facto a UE considera a redução do consumo energético e a utilização de energias renováveis nos edifícios, duas medidas significativas na redução e controlo da sua dependência energética e emissão de gases de efeitos estufa (PARLAMENTO EUROPEU, 2010). Neste sentido, tem vindo a regulamentar impondo e diferenciando requisitos mínimos de desempenho energético dos edifícios novos e existentes. Aliás, a tendência legislativa é levar os edifícios novos a um balanço energético quase nulo (níveis de consumo idênticos aos de produção a partir de fontes de energia renováveis). Por outro lado o ritmo de construção nova tem abrandado, o que significa que as exigências regulamentares aplicadas só aos edifícios novos não seriam suficientes para atingir as metas assumidas pela UE. Será necessário portanto intervir nos edifícios existentes. Portugal também sofre de elevados níveis de dependência energética do exterior (cerca de 77,1% em 2011) e os edifícios são responsáveis por cerca de 30% da energia final consumida. No entanto, estima-se que mais de 50% deste consumo possa ser reduzido adotando medidas de eficiência energética e permitindo reduções de emissões de CO2 (DGEG, 2012). Os alojamentos familiares em Portugal representam cerca de 18% da energia consumida pelos edifícios e como tal é premente definir soluções de reabilitação energética para minimizar consumos e otimizar a sua eficiência. Com este trabalho pretende-se identificar e caracterizar medidas (relacionadas com a envolvente, com os sistemas AVAC e com a produção de energia renovável “in situ”) mais económico-eficientes para garantir num edifício de habitação existente soluções de reabilitação otimizadas. Esta caracterização reunirá informação, cuja análise levará a concluir sobre os conjuntos ótimos de soluções a implementar nos edifícios. As soluções ótimas poderiam reduzir todos os custos envolvidos na reabilitação energética (custos iniciais, custos energéticos, ambientais, de exploração e manutenção). |
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| Autores principais: | Silva, Vera Patrícia Pereira da |
| Assunto: | Eficiência energética em edifícios residenciais Medidas de reabilitação custo-benefício ótimas Reabilitação energética Energy efficiency in buildings Cost-effective rehabilitation measures Thermal rehabilitation |
| Ano: | 2013 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Durante séculos o homem dependeu de fontes de energia renováveis como os moinhos de vento e de água, a utilização da madeira e animais e a própria mão-de-obra humana. A partir da Revolução Industrial (século XIX) essas fontes deixaram de ser suficientes e verificou-se um crescimento da dependência energética da humanidade. O consumo energético tem vindo a agravar-se desde então, sendo o setor dos edifícios um dos mais consumidores. Com o crescimento deste setor o seu consumo energético tem aumentado, sendo, na UE, 40% de toda a energia consumida. Devido a este facto a UE considera a redução do consumo energético e a utilização de energias renováveis nos edifícios, duas medidas significativas na redução e controlo da sua dependência energética e emissão de gases de efeitos estufa (PARLAMENTO EUROPEU, 2010). Neste sentido, tem vindo a regulamentar impondo e diferenciando requisitos mínimos de desempenho energético dos edifícios novos e existentes. Aliás, a tendência legislativa é levar os edifícios novos a um balanço energético quase nulo (níveis de consumo idênticos aos de produção a partir de fontes de energia renováveis). Por outro lado o ritmo de construção nova tem abrandado, o que significa que as exigências regulamentares aplicadas só aos edifícios novos não seriam suficientes para atingir as metas assumidas pela UE. Será necessário portanto intervir nos edifícios existentes. Portugal também sofre de elevados níveis de dependência energética do exterior (cerca de 77,1% em 2011) e os edifícios são responsáveis por cerca de 30% da energia final consumida. No entanto, estima-se que mais de 50% deste consumo possa ser reduzido adotando medidas de eficiência energética e permitindo reduções de emissões de CO2 (DGEG, 2012). Os alojamentos familiares em Portugal representam cerca de 18% da energia consumida pelos edifícios e como tal é premente definir soluções de reabilitação energética para minimizar consumos e otimizar a sua eficiência. Com este trabalho pretende-se identificar e caracterizar medidas (relacionadas com a envolvente, com os sistemas AVAC e com a produção de energia renovável “in situ”) mais económico-eficientes para garantir num edifício de habitação existente soluções de reabilitação otimizadas. Esta caracterização reunirá informação, cuja análise levará a concluir sobre os conjuntos ótimos de soluções a implementar nos edifícios. As soluções ótimas poderiam reduzir todos os custos envolvidos na reabilitação energética (custos iniciais, custos energéticos, ambientais, de exploração e manutenção). |
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