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Influência dos componentes da pele artificial na origem das fissuras em assentos

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Resumo:As peles artificiais detêm elevada importância na indústria automobilística, pelo facto de poderem ser aplicadas no revestimento de diversos componentes do interior automóvel. Todavia, um dos principais problemas existentes na pele artificial, utilizada na construção de assentos, é a fissuração. A indústria tem-se esforçado em procurar desenvolver um material composto 100 % por policloreto de vinilo, com resistência à fissuração e a um custo relativamente baixo. É, claramente, um desafio audacioso e inovador, que exige um conhecimento aprofundado do modo e das causas raiz das fissuras, bem como a procura de novos aditivos que permitam reformular a formulação base da pele artificial. Assim, pretende-se a otimização do produto incidindo maioritariamente nas matérias-primas usadas na formulação base da pele artificial. Numa primeira fase deste trabalho, pretendeu-se avaliar a eficiência e o desempenho de uma nova resina de policloreto de vinilo na formulação base de um plastisol já produzido na empresa e sua interação com diferentes resinas. Com base nos resultados, é possível inferir que a formulação ABC5 apresenta resultados bastante promissores, uma vez que o valor de alongamento e carga à rotura é superior ao das restantes novas formulações e a quantidade de compostos orgânicos voláteis e semi voláteis emitida é ligeiramente inferior, traduzida em valores mais baixos obtidos por GC-MS. Além disso, exibe um comportamento reológico muito semelhante à referência e detém uma classificação de cheiro ligeiramente melhor em comparação com as restantes novas formulações. Numa segunda fase, foi avaliada a influência e o desempenho de diferentes aditivos na formulação base de um plastisol já produzido na empresa. De uma forma geral, depreende-se que a incorporação da quantidade mínima dos novos aditivos proporcionou resultados semelhantes à referência. Pelo contrário, a incorporação da quantidade máxima conferiu desempenhos gerais claramente inferiores, principalmente o aditivo D. Com base nos resultados, é possível inferir que a incorporação do aditivo A proporciona resultados bastante promissores, uma vez que o valor de alongamento e carga à rotura é superior ao das restantes novas formulações e a quantidade de substâncias voláteis emitida é ligeiramente inferior, traduzida em valores mais elevados de fogging refletómetro. Somado a isso, os plastisóis que detêm o aditivo A na sua formulação exibem um comportamento reológico muito semelhante à referência e a classificação de cheiro é ligeiramente melhor. Em suma, a formulação ABC5 e o aditivo A poderão representar alternativas inovadoras a fim de diminuir ou erradicar as fissuras em estofos de automóvel.
Autores principais:Mota, Sandra Patrícia Machado
Assunto:Aditivos Fissuras Pele artificial Policloreto de vinilo Resina Additives Cracks Artificial leather Polyvinyl chloride Resin
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:As peles artificiais detêm elevada importância na indústria automobilística, pelo facto de poderem ser aplicadas no revestimento de diversos componentes do interior automóvel. Todavia, um dos principais problemas existentes na pele artificial, utilizada na construção de assentos, é a fissuração. A indústria tem-se esforçado em procurar desenvolver um material composto 100 % por policloreto de vinilo, com resistência à fissuração e a um custo relativamente baixo. É, claramente, um desafio audacioso e inovador, que exige um conhecimento aprofundado do modo e das causas raiz das fissuras, bem como a procura de novos aditivos que permitam reformular a formulação base da pele artificial. Assim, pretende-se a otimização do produto incidindo maioritariamente nas matérias-primas usadas na formulação base da pele artificial. Numa primeira fase deste trabalho, pretendeu-se avaliar a eficiência e o desempenho de uma nova resina de policloreto de vinilo na formulação base de um plastisol já produzido na empresa e sua interação com diferentes resinas. Com base nos resultados, é possível inferir que a formulação ABC5 apresenta resultados bastante promissores, uma vez que o valor de alongamento e carga à rotura é superior ao das restantes novas formulações e a quantidade de compostos orgânicos voláteis e semi voláteis emitida é ligeiramente inferior, traduzida em valores mais baixos obtidos por GC-MS. Além disso, exibe um comportamento reológico muito semelhante à referência e detém uma classificação de cheiro ligeiramente melhor em comparação com as restantes novas formulações. Numa segunda fase, foi avaliada a influência e o desempenho de diferentes aditivos na formulação base de um plastisol já produzido na empresa. De uma forma geral, depreende-se que a incorporação da quantidade mínima dos novos aditivos proporcionou resultados semelhantes à referência. Pelo contrário, a incorporação da quantidade máxima conferiu desempenhos gerais claramente inferiores, principalmente o aditivo D. Com base nos resultados, é possível inferir que a incorporação do aditivo A proporciona resultados bastante promissores, uma vez que o valor de alongamento e carga à rotura é superior ao das restantes novas formulações e a quantidade de substâncias voláteis emitida é ligeiramente inferior, traduzida em valores mais elevados de fogging refletómetro. Somado a isso, os plastisóis que detêm o aditivo A na sua formulação exibem um comportamento reológico muito semelhante à referência e a classificação de cheiro é ligeiramente melhor. Em suma, a formulação ABC5 e o aditivo A poderão representar alternativas inovadoras a fim de diminuir ou erradicar as fissuras em estofos de automóvel.