Publicação
Financiamento bancário e o desempenho das empresas em Portugal: qual a relação?
| Resumo: | Numa época em que a competitividade e a incerteza imperam no contexto industrial, a necessidade de perceber o comportamento do desempenho das empresas face aos factores externos, torna-se cada vez pertinente, para que os processos de tomada de decisão sejam cada vez mais ajustados à realidade das empresas. A literatura assume o financiamento externo como um possível mecanismo de fomento do desempenho pelos efeitos que poderá ter na redução dos custos da empresa, nomeadamente os resultantes da relação de agência. Tanto o aumento da participação dos gestores no capital da empresa como o recurso a endividamento externo poderão diminuir a probabilidade dos gestores se desviarem dos interesses dos acionistas, na medida em que, com aumento da participação dos gestores no capital da empresa, o seu comportamento terá a natural reflexão nos resultados do exercício, que são distribuídos pelas partes. O recurso ao endividamento permite diminuir os fluxos de caixa livres, impedindo que os gestores os utilizem de forma discricionária. Neste sentido, e centrando-nos no efeito do financiamento bancário, tentámos perceber a relação entre o mecanismo financiamento bancário e o desempenho de 52.004 empresas da indústria transformadora portuguesa, entre os anos 2009 e 2011. Foi analisado o desempenho das empresas e comparado com o financiamento obtido, através da aplicação de testes estatísticos, como o Teste T e o Teste KS. Os resultados obtidos não são lineares, havendo conclusões díspares dependendo da natureza da medida de desempenho analisada. De uma forma geral, quando analisamos o desempenho medido através de medidas de desempenho relativas, percebemos que a relação entre financiamento bancário e o desempenho das empresas é negativo, ou seja, à medida que o financiamento aumenta, o desempenho diminui. Situação contrária ocorre quando analisamos o desempenho em termos absolutos, concluindo que o desempenho tende a aumentar à medida que o financiamento bancário também aumenta. |
|---|---|
| Autores principais: | Rodrigues, Sílvia Daniela da Costa |
| Assunto: | Desempenho Financiamento bancário Custos de agência Variáveis desempenho relativas Variáveis desempenho absolutas Performance Bank financing Agency costs Performance related variables Performance absolute variables |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Numa época em que a competitividade e a incerteza imperam no contexto industrial, a necessidade de perceber o comportamento do desempenho das empresas face aos factores externos, torna-se cada vez pertinente, para que os processos de tomada de decisão sejam cada vez mais ajustados à realidade das empresas. A literatura assume o financiamento externo como um possível mecanismo de fomento do desempenho pelos efeitos que poderá ter na redução dos custos da empresa, nomeadamente os resultantes da relação de agência. Tanto o aumento da participação dos gestores no capital da empresa como o recurso a endividamento externo poderão diminuir a probabilidade dos gestores se desviarem dos interesses dos acionistas, na medida em que, com aumento da participação dos gestores no capital da empresa, o seu comportamento terá a natural reflexão nos resultados do exercício, que são distribuídos pelas partes. O recurso ao endividamento permite diminuir os fluxos de caixa livres, impedindo que os gestores os utilizem de forma discricionária. Neste sentido, e centrando-nos no efeito do financiamento bancário, tentámos perceber a relação entre o mecanismo financiamento bancário e o desempenho de 52.004 empresas da indústria transformadora portuguesa, entre os anos 2009 e 2011. Foi analisado o desempenho das empresas e comparado com o financiamento obtido, através da aplicação de testes estatísticos, como o Teste T e o Teste KS. Os resultados obtidos não são lineares, havendo conclusões díspares dependendo da natureza da medida de desempenho analisada. De uma forma geral, quando analisamos o desempenho medido através de medidas de desempenho relativas, percebemos que a relação entre financiamento bancário e o desempenho das empresas é negativo, ou seja, à medida que o financiamento aumenta, o desempenho diminui. Situação contrária ocorre quando analisamos o desempenho em termos absolutos, concluindo que o desempenho tende a aumentar à medida que o financiamento bancário também aumenta. |
|---|