Publicação
Materiais piezoelétricos biodegradáveis para aplicações em engenharia de tecidos
| Resumo: | O poli(hidroxibutirato-co-hidroxivalerato), PHBV, é um biopolímero biodegradável, biocompatível e piezoelétrico caraterísticas que fazem dele um material interessante para aplicações em engenharia de tecidos. A incorporação de partículas magnéticas, tais como ferrites de cobalto, na sua matriz permite a produção de materiais magnetoelétricos através do acoplamento entre os efeitos piezoelétrico do polímero e magnetostritivo das partículas. Quando utilizado na produção de suportes para engenharia de tecidos, este material possibilita a geração de potenciais elétricos através de solicitações mecânicas e/ou magnéticas, importantes no desenvolvimento de tecidos. Dado que as características morfológicas dos scaffolds para engenharia de tecidos desempenham um papel muito relevante, em função do tipo de célula, os novos materiais compósitos foram processados sob diversas morfologias, incluído microesferas, fibras, filmes e scaffolds 3D. A estrutura e caraterísticas morfológicas das amostras processadas foram analisada por microscopia eletrónica. Realizaram-se análises das propriedades físico-químicas, térmicas e magnéticas dos compósitos em função da morfologia dos mesmos e a presença de nanopartículas magnetostritivas, não se tendo verificado alterações significativas das características do polímero. A aplicabilidade foi também avaliada por medio de testes de citotoxicidade e degradação. O ensaio de citotoxicidade indireta revelou resultados positivos, não se verificando diminuição da viabilidade celular. A degradação foi avaliada pela imersão das amostras em fluido humano simulado à temperatura fisiológica, a perda de massa ao longo do processo foi monitorizada, indicando que as primeiras alterações significativas se verificaram entre as semanas 4 e 6. Deste modo, foi concluído que os novos materiais magnetoelétricos formados a partir de PHBV e ferrites de cobalto, apresentam características apropriadas para serem aplicados em engenhara de tecidos. |
|---|---|
| Autores principais: | Martins, Luís Amaro Ribeiro |
| Assunto: | Ciências Naturais::Ciências Físicas |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | O poli(hidroxibutirato-co-hidroxivalerato), PHBV, é um biopolímero biodegradável, biocompatível e piezoelétrico caraterísticas que fazem dele um material interessante para aplicações em engenharia de tecidos. A incorporação de partículas magnéticas, tais como ferrites de cobalto, na sua matriz permite a produção de materiais magnetoelétricos através do acoplamento entre os efeitos piezoelétrico do polímero e magnetostritivo das partículas. Quando utilizado na produção de suportes para engenharia de tecidos, este material possibilita a geração de potenciais elétricos através de solicitações mecânicas e/ou magnéticas, importantes no desenvolvimento de tecidos. Dado que as características morfológicas dos scaffolds para engenharia de tecidos desempenham um papel muito relevante, em função do tipo de célula, os novos materiais compósitos foram processados sob diversas morfologias, incluído microesferas, fibras, filmes e scaffolds 3D. A estrutura e caraterísticas morfológicas das amostras processadas foram analisada por microscopia eletrónica. Realizaram-se análises das propriedades físico-químicas, térmicas e magnéticas dos compósitos em função da morfologia dos mesmos e a presença de nanopartículas magnetostritivas, não se tendo verificado alterações significativas das características do polímero. A aplicabilidade foi também avaliada por medio de testes de citotoxicidade e degradação. O ensaio de citotoxicidade indireta revelou resultados positivos, não se verificando diminuição da viabilidade celular. A degradação foi avaliada pela imersão das amostras em fluido humano simulado à temperatura fisiológica, a perda de massa ao longo do processo foi monitorizada, indicando que as primeiras alterações significativas se verificaram entre as semanas 4 e 6. Deste modo, foi concluído que os novos materiais magnetoelétricos formados a partir de PHBV e ferrites de cobalto, apresentam características apropriadas para serem aplicados em engenhara de tecidos. |
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