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Práticas creditícias em Braga (1695-1705): os censos consignativos

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Em Portugal, o crédito privado tem suscitado inúmeros estudos. No entanto, a historiografia tem-se debruçado sobretudo sobre os empréstimos a curto prazo, negligenciando o crédito privado de longa duração. Em Portugal, sabe-se relativamente pouco sobre contratos de compra/venda a retro (censos consignativos), que correspondiam a escrituras de empréstimo de longo-prazo realizadas entre privados. Esta dissertação visa estudar a atividade creditícia em Braga, entre os finais do século XVII e os inícios do século XVIII, através dos censos consignativos. Para tal, analisa-se o enquadramento legal destes instrumentos financeiros e a sua relação com a usura. Para o período entre 1695 e 1705, analisam-se as escrituras de compra/venda a retro, identificando o perfil social (ocupação e estatuto social) dos credores e devedores, as suas áreas de residência, as motivações dos empréstimos e as taxas de juro.
Autores principais:Soares, Jorge Miguel Cardoso Estelita Moreira
Assunto:Censos consignativos Usura Crédito privado Private perpetuities Usury Private credit
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Em Portugal, o crédito privado tem suscitado inúmeros estudos. No entanto, a historiografia tem-se debruçado sobretudo sobre os empréstimos a curto prazo, negligenciando o crédito privado de longa duração. Em Portugal, sabe-se relativamente pouco sobre contratos de compra/venda a retro (censos consignativos), que correspondiam a escrituras de empréstimo de longo-prazo realizadas entre privados. Esta dissertação visa estudar a atividade creditícia em Braga, entre os finais do século XVII e os inícios do século XVIII, através dos censos consignativos. Para tal, analisa-se o enquadramento legal destes instrumentos financeiros e a sua relação com a usura. Para o período entre 1695 e 1705, analisam-se as escrituras de compra/venda a retro, identificando o perfil social (ocupação e estatuto social) dos credores e devedores, as suas áreas de residência, as motivações dos empréstimos e as taxas de juro.